ANÁLISE: Acer Helios 300 com 10a geração Core e RTX 20

Alta performance e belo design, mas alguns deslizes na configuração

O Acer Predator Helios 300 faz parte da linha dos notebooks de alta performance da Predator, uma subdivisão da Acer focada em produtos de alta performance para gamers. Ele vem equipado com chips Intel de 10ª geração e chips Nvidia GeForce RTX 20, além de outras características relevantes como monitor de 144Hz.

Site oficial Helios 300 PH315-53-75XA

O Helios 300 busca ser um notebook gamer bastante completo, com bom nível de portabilidade (considerando seu alto desempenho), design caprichado com acabamentos em metal, teclado retroiluminado completo com teclado numérico e tela IPS com alta taxa de atualização, além de seus componentes potentes.

Principais especificações do modelo testado:

- Nvidia GeForce RTX 2070 Max-Q 8GB GDDR6
- Intel Core i7-10750H
- Tela de 15,6" IPS 144Hz
- 1x16GB DDR4 @2666MHz
- 256GB SSD M.2 + 1TB 
- 363.4 x 255x 22.9 mm
- 2.2kg
- Preço: a partir de R$ 8.999

- Nvidia GeForce RTX 2070 Max-Q 8GB GDDR6
- Intel Core i7-10750H
- Tela de 15,6" IPS 144Hz
- 1x16GB DDR4 @2666MHz
- 256GB SSD M.2 + 1TB 
- 363.4 x 255x 22.9 mm
- 2.2kg
- Preço: a partir de R$ 8.999

Design

O Helios 300 é um noteobook gamer premium, e é perceptível a evolução nos acabamentos quando comparamos esse modelo com um produto da linha Nitro, por exemplo. O corpo passa a usar materiais como metal com um capricho nos acabamentos. Apesar de ser um notebook de alto desempenho ele tem medidas enxutas, com pouco mais de 2cm de espessura e pouco mais de 2kg de peso, além de bordas não muito largas em torno da tela.

O grande destaque nessa versão do Helios é a tela. Muitos modelos gamers estão partindo para taxas de atualização mais altas, e ele segue a tendência com um monitor operando em 144Hz, uma ótima taxa para quem está de olho em games competitivos, além de trazer uma ótima sensação de fluidez da imagem. O nível de saturação e balanço de cores, além do contraste e tempos de resposta estão bons, seu único porém é o nível de luminescência. Não chega a ser um problema sério, mas o brilho máximo não é muito alto.

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A conectividade é interessante, com duas USB tipo-A 3.0 e um cabo de ethernet de um lado, e do outro mais uma USB Tipo-A 3.0, uma USB Tipo-C 3.1, uma mini-DisplayPort e uma HDMI. Algo que fez falta foi um leitor de cartão, que poderia ser muito útil para quem está de olho nessa máquina para editar fotos e vídeos. Ele conta com um teclado retroiluminado configurável com diferentes zonas de cores e iluminação

Abrir esse modelo não é difícil, bastando remover os parafusos da base inferior e, de preferência com uma ferramenta maleável para não forçar a junção das peças, remover a tampa na parte inferior para ter um acesso praticamente completo a todos os componentes relevantes, seja para fazer manutenção ou upgrades. São dois slots de memória RAM (que não estão sendo aproveitados como deveriam), dois slots M.2, e mais uma baia 2,5 polegadas (para SSD ou HD).

Aplicativos

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3DMark

A tradicional ferramenta de benchmarks trás uma visão geral da performance do sistema encarando ciclos pesados tanto para chip gráfico quanto processador. Rodamos duas variações, que incluem o tradicional Firestrike e o mais moderno Time Spy, que faz uso da nova API DirectX 12.

Esports

Jogos do estilo competitivo são exigentes tanto no chip gráfico, que precisa fazer os quadros, quanto para o processador, que precisa ter alto desempenho para dar conta de um gameplay com taxas elevadas de quadros.

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Para ajudar a entender os gráficos a seguir: em jogos competitivos o ideal é buscar a taxa mais alta de quadros, de preferência acima dos 100fps 

Counter Strike: Global Ofensive
O game competitivo é baseado em DirectX 9 e apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros, algo que traz alta carga tanto a CPU quanto GPU.


Rainbow Six Siege
Game recebeu uma atualização que disponibilizou a APU Vulkan. Apesar de leve, é um jogo exigente em CPU para atingir altas taxas de quadro.


Games pesados

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável."

 


Assassin´s Creed Valhalla
O game de mundo aberto da Ubisoft é muito exigente no hardware, tanto na complexidade das cidades e seu estresse para o processador quanto os detalhes dos modelos e sua carga na placa de vídeo. Baseado no motor gráfico AnvilNext 2.0, o mesmo implementando inicialmente em AC: Unity


GTA V

Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esse componente. Confiram abaixo os resultados nesse game:


Red Dead Redemption 2
Novo game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando na API Vulkam, que se comportou melhor tanto em placas AMD como Nvidia.

Com uma tela de resolução FullHD e uma RTX 2070, não é uma surpresa ver que o chip gráfico está bastante superdimensionado, então encara sem dificuldades qualquer game em qualidade Ultra, com raras exceções (caso do Red Dead Redemption 2) que o mais indicado é usar a configuração alta.

Em games competitivos também temos uma alta taxa de quadros, excedendo com margem as 144 atualizações por segundo que esse display é capaz de fazer, tornando esse notebook uma forte opção para jogar franquias que demandam respostas rápidas do jogador, e também um hardware ágil.


Autonomia

Notebooks para jogos não costumam se destacar na duração de bateria de autonomia, resultado de telas amplas e componentes de alto consumo de energia.

Considerando esses fatores, as 5h10min de autonomia em testes leves não chega a ser um resultado ruim, dado o contexto desse tipo de produto. Aqui o Odyssey 2 da Samsung é bastante penalizado por ter uma tela G-Sync, que mantém o chip gráfico GeForce sempre ativo, enquanto a Dell se saiu melhor com o G3, um notebook com perfil de hardware bem mais "leve" que o presente no Predator Helios 300, com chips intermediários como o i5-1100H e o GTX 1660 Ti.

Aquecimento e ruído

Aqui temos um tópico um tanto sensível para notebooks com hardware tão potente em tão pouco espaço. Especialmente no chip Intel temos temperaturas próximas dos 100ºC, algo que não é exceção, e sim norma, em notebooks gamers com Intel Core e em alta carga. O chip Nvidia, em contrapartida, não chegou a temperaturas próximas do limite térmico, mesmo mantendo uma frequência de operação bastante alta.

O aquecimento da carcaça é perceptível na região do apoio dos pulsos, especialmente no lado direito, mas não chega a ser desconfortável, já que o maior aquecimento fica concentrado no centro do teclado e na parte de trás, onde acontece a circulação de ar nesse modelo.

O nível de ruído é perceptível em alta carga. Após atingir a temperatura estável em rodando game as fans operam produzindo um ruído que pode ser incômodo para quem joga sem fones de ouvido, ou para quem está próximo do notebook. Porém esse é um padrão de notebooks gamers, e ele não está fora da média nesse barulho constante durante o gameplay. Durante nosso vídeo jogando com ele o microfone foi mantido próximo, na mesa, então é possível ouvir ele operando. 

Gameplay em vídeo

Conclusão

O Acer Predator Helios 300 é um notebook gamer com bom design e excelente nível de performance. Combinar a tela 144Hz com esse conjunto de hardware de alto desempenho é uma boa pedida, formando um notebook com bom desempenho e uma experiência bastante satisfatória para as jogatinas e também para alguém buscando uma máquina para trabalhar, dado o bom nível de desempenho do processador Intel Core e do chip gráfico Nvidia GeForce.

Mas o modelo tem falhas relevantes. A principal foi a configuração das memórias, com o uso de apenas um módulo, algo que impacta negativamente na performance, com demonstramos nesse artigo aqui. Felizmente é fácil abrir o notebook e fazer o upgrade das memórias, viabilizando assim o dual-channel nesse produto e subindo consideravelmente a performance em games com altas taxas de quadros. Esse é um dos motivos que o Samsung Odyssey 2, mesmo tendo um chip gráfico levemente inferior, entregou mais quadros em Counter Strike.

Outro motivo favorável para o modelo da Samsung foi o uso de um painel G-Sync. Como discutimos nesse artigo, rodar os games diretamente na tela do notebook impacta no desempenho se o display não é controlado somente pelo chip GeForce. Aqui temos uma faca de dois gumes: se por um lado o Samsung tem a tecnologia G-Sync disponível e uma taxa de quadros bastante alta em games competitivos, em contrapartida ele teve sua autonomia grandemente impactada, derrubando a duração de bateria para quase a metade do que o Helios 300 consegue longe da tomada.

Por fim, o Acer Predator Helios 300 não é um notebook barato, facilmente passando dos R$ 10 mil dependendo da configuração de memória, armazenamento e chip gráfico. Porém considerando o preço praticado em modelos rivais, em alguns momentos esse é um dos notebooks mais acessíveis equipados com chip RTX e processadores Intel Core i7 de 10ª geração. Isso combinado com seu bom design e uma "falhazinha" na configuração das memórias que é bastante fácil de ser contornada, tornam ele uma das opções mais interessantes de notebook para quem quer jogar em alta performance ou trabalhar.

PRÓS
Design caprichado e bons materiais
Hardware de alto desempenho
Taxa de atualização de tela de 144Hz
Facíl de abrir e fazer upgrades e manutenção
Dois slots M.2 e mais um SATA 2,5"
CONTRAS
Tela sem suporte a G-Sync e poderia ter mais brilho
Memórias em single-channel perde performance em alguns cenários
Sem leitor de cartão
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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