Chips em 7nm da Intel chegam em 2021, incluindo as GPUs Intel Xe

Durante uma conferência para investidores em que antecipou seu rodmap para os próximos meses, a Intel também falou de seus produtos baseados na litografia de 7 nanômetros. Os planos são entregar produtos baseados nessa nova técnica em 2021, o que inclui processadores e também chips gráficos da plataforma Intel Xe.

O plano da Intel é acumular as evoluções que serão realizadas nos produtos de 10nm. A empresa pretende "correr atrás do prejuízo" em seus produtos de 10nm, após uma série de sucessivos atrasos nos 14nm, trazendo evoluções significativas dentro dos "refreshes" dentro da nova litografia. Se tudo correr como pretende a Intel, os 7nm vão manter o ritmo de evoluções com 2x escalonabilidade, mais otimizações dentro dos nodos, redução de 4x no design dos chips.

Pra essas evoluções, algumas novas tecnologias entrarão em ação. Uma delas é o EUV, técnica que vem sendo aprimorada e que é importante para a evolução dos processos de fabricação. Outros recursos também serão relevantes, como a ponte que conecta projetos multi-die (EMIB) e projetos baseados em Foveros.

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Tecnologia Foveros da Intel permite o design de chips em 3D: CPUs e GPUs "empilhadas"

Fechando o conjunto dos anúncios em 7nm, ficamos sabendo um pouco mais sobre a futura geração de placas gráficas da Intel, a plataforma Intel Xe. As GPUs da empresa serão baseadas no processo de fabricação de 7 nanômetros, inicialmente chegando a mercados de datacenters, com foco em inteligência artificial e supecomputação (HPC). O primeiro computador que usará essa tecnologia já foi confirmado: é o supercomputador Aurora, com performance capaz de atingir a casa dos exaflops. Só é bom a Intel ficar de olho na concorrência: a AMD já tem produtos baseados em 7nm a caminho, tanto em CPUs quanto GPUs, e já tem um computador nesse patamar de performance anunciado, o Frontier.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

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