Créditos: Divulgação: Intel

11ª geração Core: as novidades do Rocket Lake-S e os modelos anunciados

Intel flexibiliza OC de memórias, melhora os gráficos integrados e... promete bater a AMD
Por Diego Kerber 16/03/2021 10:05 | atualizado 16/03/2021 13:54 Comentários Reportar erro

A Intel deu mais detalhes sobre a nova geração de processadores Intel Core da 11ª geração Core para desktops, codinome Comet Lake-S, em uma apresentação para a imprensa. As principais novidades incluem um aumento nas linhas PCIe disponíveis, os novos gráficos integrados Intel Xe, mais flexibilidade no suporte a frequências de memórias e novos recursos para quem quer mexer com OC.

Começando pelo suporte às memórias, enfim a Intel reduziu a diferença entre o que ela e a sua rival AMD oferecem aos consumidores. Agora os processadores podem ter suporte até 3200MHz de operação das memórias, isso nos modelos Core i9, Core i7 e Core i5. Modelos como o Core i3 e Celeron estarão limitados a até 2666MHz via suporte oficial.

Os chipsets também foram flexibilizados. Agora além do Z590, H570 e B560 também poderão ajustar as frequências das memórias para além do suportado pela Intel. Isso afeta também modelos anteriores, já que esses chipsets também suportam os CPUs da 10ª geração. O overclock do processador, porém, segue limitado aos modelos com final K.

Outra mudança é nas linhas PCIe e na tecnologia. Os processadores da 11ª geração Core introduzem a tecnologia PCIe 4.0 em sistemas Intel, além de trazer o suporte ao Resizeable BAR, algo que já vem aparecendo também em produtos de gerações anteriores. Também foi ampliada a quantidade de linhas PCIe disponíveis no processador de 16 para 20, algo que flexibiliza as configurações de SSDs, placas de vídeo e outras placas offboard que podem ser adicionados no sistema.

A conectividade também trouxe novidades relevantes. Agora a plataforma suporta o USB 3.2 Gen2x2, tecnologia que dobra a velocidade de transferência para impressionantes 20Gbps. Essa conexão já está presente em mainboards da geração anterior, porém era adicionada via um chip de terceiros. Também foi incluído o suporte ao Thuderbolt 4 e ao WiFi 6E.

Outra mudança importante são os gráficos. A empresa introduziu os Intel Xe com ganhos de performance de até 50% comparado à geração anterior. Além de trazer mais performance (algo que já testamos em dispositivos ultrafinos) essa iGPU tem funcionalidades de inferência e inteligência artificial, acelerando alguns ciclos de trabalho.

No overclock, temos novidades além do maior suporte em chipsets "não Z" na mudança dos clocks das memórias. A Intel melhorou o Extreme Tuning Utility, ampliando a variação de timmings disponíveis e com suporte à mudança de timmings e frequência sem necessidade de reiniciar o sistema operacional.

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Também será possível fazer ajustes como habilitar o "Gear 2", ou marcha 2, em tradução livre, que modifica a proporção da frequência de operação do Ring Bus com a controladora da memória, além de introduzir offsets para AVX2 e AVX-512, ou mesmo possibilitar desligar o AVX.

O line-up de produtos mantém uma organização semelhante ao que vimos na 10ª geração, porém com um retrocesso: agora o Core i9 não possui mais 10 núcleos, sendo reduzido para a configuração 8 núcleos e 16 threads, assim como é o Core i7. Abaixo temos todos os produtos dessa geração:

Em performance, a Intel espera um ganho de até dois dígitos percentuais em games, comparando o topo de linha da geração anterior, o Intel Core i9-10900K, versus o novo Intel Core i9-11900K. A comparação também se aplica aos produtos intermediários, como a comparação entre o Intel Core i5-10600K e o Intel Core i5-11600K.

Em ciclos de trabalho, a empresa afirma ter saltos mais significativos, chegando a 18% em edição de fotos, 60% no workflow de produção de vídeo, comparado a sua geração anterior. E mesmo versus a concorrência, o Intel Core i9-11900K entrega 35% mais desempenho na produção de vídeos e 14% mais desempenho em edição de imagens comparado a um AMD Ryzen 5900X, segundo testes internos da Intel.

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A 11ª geração Core será introduzida no mercado no dia 30 de março, com a chegada dos processadores baseados em Rocket Lake-S, além da introdução das placas-mãe chipset 500. Esses processadores mantém o soquete LGA 1200 presente nos chipsets 400, porém algumas das novas funcionalidades estão atreladas ao uso de processadores da 11ª geração ou aos novos chipsets para se tornarem disponíveis.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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