Flight Simulator 2020 em OUTRO NÍVEL

Jogamos com VR e manche o simulador da Microsoft
Por Diego Kerber 23/05/2021 13:01 | atualizado 23/05/2021 13:02 Comentários Reportar erro

Já testamos Flight Simulator em múltiplos sistemas, e inclusive já colocamos ele para rodar em hardware high-end. Mas hoje o plano é levar essa experiência a um patamar sem precedentes por aqui: vamos combinar o que há de melhor nas tecnologias disponíveis para uma experiência muito mais imersiva.

O computador usado para o gameplay é o PC dos Sonhos, algo que até testamos na época do lançamento do game, mas que foi atualizado para uma GeForce RTX 3090 na parte de vídeo:

- AMD Ryzen Threadripper 3990X (R$ 26.000)site oficial - link da análise
- MSI CREATOR TRX40 (R$ 7.000)site oficial
- Cooler MasterLiquid ML360P Silver Edition (R$ 1.400) - site oficial 
- 4x16GB T-Force XTreem ARGB CL16 (R$ 3.000) - site oficial
- Nvidia GeForce RTX 3090 (R$ 30.000 e subindo) - link da análise
- Team Group Cardea Z440 PCIe 4.0 1TB / Team Group Cardea II PCIe 3.0 1TB (R$ 3000)site oficial - link de compra
- Seagate Barracuda 10TB (R$ 2.800)site oficial
- Cooler Master V1000 Platinum (R$1.500)site oficial
- Cooler Master Cosmos C700M (R$ 4.800) site oficial

Preço total R$ 79.500

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Mas o computador é apenas o começo. Nosso setup vai mais longe, começando pela tela. Ou melhor, não vamos usar a tradicional tela bidimensional de um monitor convencional, e sim um óculos de realidade virtual. 

Nesse caso vamos usar o HP Reverb G2. Esse modelo enviado pela Xbox Brasil para testes aqui no Adrena tem suporte tanto ao SteamVR, como já testamos jogando o Half-Life Alyx, quanto o Windows Mixed Reality. E é o suporte ao ecossistema VR da Microsoft que nos traz ao gameplay com MSFS 2020.

O HP Reverb G2 tem um hardware robusto, com um conjunto de quatro câmeras realizando o rastreamento dos movimentos da cabeça do jogador, além de verificar a posição do jogador no espaço e até avisar quando ele está avançando para além do limite da área de jogo - um recurso que nós definitivamente precisamos.

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O display é outro ponto alto. Com 90Hz de taxa de atualização ele entrega alta fluidez da imagem, algo importante para garantir o conforto jogando em realidade virtual, além de altíssima resolução, com 2160x2160 para cada um dos olhos. 

Site oficial HP Reverb G2

 

Já para os comandos, não dá para combinar um hardware desse nível com um singelo controle convencional ou um teclado e mouse. É por isso que vamos usar o Logitech X56 Hotas, uma combinação de manche e manete com nada menos que 189 controles configuráveis.

Site oficial Logitech X56 Hotas

Com o óculos de realidade virtual custando algo em torno dos R$ 7.700, e o controle da Logitech adicionando um custo na casa dos R$ 2.300, temos algo próximo de R$ 100 mil nas especificações usadas. Claro, boa parte é culpa do quanto inflou o preço de nosso computador, e não sabemos em que preço as coisas vão estar no curto intervalo entre a produção do vídeo e sua publicação, porque 2021 é isso aí.

Jogar com essa dupla é uma combinação imbatível. O Logitech X56 Hotas é o tipo de acessório que um fã de simuladores de aviação deve ter no seu radar, tanto pela grande quantidade de comandos quanto pela ergonomia sensacional. Mesmo usando o óculos de realidade virtual, e dessa forma não vendo os comandos, é muito fácil achar qualquer um dos botões. O uso de materiais de excelente qualidade e uso de LEDs customizáveis trazem aquele bônus de tornar o seu setup gamer muito bonito. Não dá FPS, nem melhor o gameplay, mas difícil alguém negar o quanto é legal ter uma "battlestation" com um acessório como esse.

Um ponto bastante importante na nossa experiência foi a compatibilidade. Foi ligar o Logitech X56 Hotas que ele apareceu claramente descrito na interface do Flight Simulator, com cada um dos botões demarcados na tela, facilitando a configuração de cada uma de suas ações. No nosso caso não fizemos alterações, pois o pre-set inicial já estava excelente para alguém jogando no modo fácil - é, queríamos conseguir tirar do chão algo.

Já o HP Reverb G2 envolve um pouco mais de passos. É preciso ligar o DisplayPort, o USB e mais um conector de energia - esse último é dispensado se você usar uma porta USB 3.2, que fornece energia suficiente para o óculos. Aí o Windows Mixed Reality entra em ação baixando algumas atualizações e softwares para iniciar a configuração. Passada essa parte (e foi preciso conectar algumas vezes o acessório para ele funcionar) é só fazer a configuração inicial, que envolve andar com o óculos mostrando a área de jogo.

Esse processo é muito curioso: você pega o óculos e anda pelas bordas da região em que deseja jogar. As câmeras do Reverb vão registrar os espaços, e criar um modelo tridimensional da área de limite de gameplay. Depois disso, é só colocar o óculos e, caso você esteja avançado para além do espaço determinado, uma grade irá aparecer na realidade virtual, alertando para não avançar além daquele ponto. 

O óculos faz toda a diferença no gameplay de Fligth Simulator. Setups com múltiplos monitores montados em cockpits são interessantes, mas a imersão do VR é imbatível. Além de cada avião ter seu interior detalhado, na realidade virtual você pode olhar para cada uma das telas, mostradores e comandos do avião, trazendo um nível impressionante de detalhe. Mas a opção que derruba o queixo é usar a câmera externa, quando o realismo da experiência se vai, mas em troca você tem a oportunidade de ter a sensação de voar. Nesse modo o Flight Simulator brilha novamente, pois o grau de precisão de seus modelos geográficos fazem a experiência atingir um novo patamar.

Essa combinação de acessórios e o Flight Simulator é uma das coisas mais impressionates que já fizemos aqui no Adrenaline

No fim, a combinação do Logitech X56 Hotas, o HP Reverb G2 e o Flight Simulator foi uma das coisas mais impressionantes que já testamos aqui no Adrenaline. Apesar da cifra assustadora por conta do PC que usamos, um setup com essa combinação não precisa ser tão cara. Enquanto os periféricos ficam na casa dos R$ 10 mil, o Reverb pede algo a partir de uma RTX 2060 para operar ( com óbvias reduções na qualidade gráfica comparado ao nosso gameplay), enquanto o próprio Flight Simulator já pode ser jogado em VR com um Core i5 ou Ryzen 5 recentes, uma configuração que fica na casa dos R$ 9.000. Aí é só assinar o GamePass - primeiro mês sai por R$ 5,depois passa a custar R$ 30 mensais - para ter essa experiência.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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