Warhammer III: jogamos as Batalhas de Sobrevivência do novo Total War

Game fecha a trilogia e introduz um novo tipo de missão

Warhammer chegará ao seu final com Warhammer III, encerrando o ciclo de games da série Total War tematizado no universo criado pela Games Workshop. O último título será lançado em algum momento de 2021 exclusivamente para PC, seja Windows, Linux ou Mac OS.

À convite da Sega pudemos testar uma das inovações do novo título, as Batalhas de Sobrevivência. Essa mecânica é uma novidade na série Total War: ao invés do combate em tempo real com as tropas deslocadas no mapa tático, essas batalhas irão carregar muito mais elementos narrativos ao longo da luta, e também serão muito mais dinâmicas com direito a reforços entrando no campo - tanto para ajudar quanto para atacar o jogador. Em nosso gameplay jogamos a tomada da Citadela de Brass no Reino do Caos, comandando Katarin, a Rainha de Gelo, e suas tropas do Reino de Kislev.

Página da pré-venda na Steam

O principal objetivo da Creative Assembly nesse modo é criar uma experiência cinemática dentro do gameplay complexo da série Total War. Algumas das mudanças, por exemplo, incluem inimigos menos efetivos, para conseguir criar um efeito de grandes hordas sem tornar a batalha impossível de ser vencida.

A essência das batalhas de sobrevivência é a tomada dos Pontos de Vitória. Cada um deles garante um bônus para suas unidades no campo de combate, então vale a pena capturá-los e mantê-los, caso contrário os bônus são perdidos. Avançar de um pouco de vitória ao próximo também é requisito para avançar a história que se desenrola na batalha.

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O ponto crítico é que no mapa é spawnado constantemente novos inimigos, o que dá o sentido de urgência a essas batalhas, além de criar uma dificuldade: na medida que você avança, irá acumular tanto novos inimigos à frente, quanto inimigos chegando de fora do mapa e atacando por trás.

Isso força um domínio tático que até hoje não era necessário na série Total War, já que você nunca tem um flanco 100% seguro, e vai precisar ter tropas de manobra para lidar com ameaças chegando de qualquer direção. Com inimigos sendo enviados constantemente, e novos suprimentos dependendo do avanço do jogador no campo para chegarem, criam o senso de sobrevivência dessas batalhas.

Para balancear essas hordas, o jogador terá um fluxo de suprimentos que possibilitará recrutar novas tropas, curar seus soldados feridos, subir a qualidade do seu equipamento e até mesmo fazer construções no campo

As construções servem tanto para ativamente atacar os inimigos, como é o caso de torres que disparam flechas ou mesmo magia, ou podem ser mais passivas, como muros que impedem o avanço de certas direções, forçando a mudança de direção das forças inimigas ou as atrasando até serem derrubadas.

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Particularmente achei quase inútil os muros, já que a inteligência artificial em nenhuma das minhas tentativas foi redirecionada por eles, e sempre optou por destruí-los. Assim, no máximo, eu ganhei tempo com eles. Já as torres se mostraram indispensáveis, causando grande dano em meus inimigos e virando o fiel da balança ao meu favor.

O ponto mais importante das batalhas é o gerenciamento desses suprimentos. Você precisa administrar corretamente quando fazer torres, recrutar tropas, curar unidades ou nem fazer nada, acumulando suprimentos para partes mais críticas do embate.

Ao chegar e conquistar o último Ponto de Vitória é iniciado uma boss fight com Demônio Elevado, que causa grande dano e também tem grande quantidade de pontos de vida, tankando grandes quantidades de tropa e forçando o jogador a gerenciar suas energias, em parte nele, outra parte nos inimigos que seguem sendo lançados no campo de tempos em tempos.

Todas essas mecânicas são adicionadas em cima da complexidade que já existe na série Total War, com várias mecânicas como cansaço, moral, formações e posicionamento modificando a forma como as tropas irão se digladiar e, ocasionalmente, algumas delas irão perder a coragem e fugir do combate.

Warhammer III terá um enfoque na narrativa, em sua campanha, e irá encerrar a história da trilogia, e infelizmente os desenvolvedores não nos anteciparam que tipo de conteúdos estarão disponíveis no jogo final, durante essa apresetnação. De acordo com a Sega, haverá uma quantidade sem precedentes de heróis e criaturas para serem jogadas, deixando por conta do jogador escolher o seu lado, conquistando as criaturas demoníacas, ou optando por comandá-las.

Total War: Warhammer III chega para PCs em algum momento de 2021, sem uma data ainda definida. O game já está em pré-venda na Steam por R$ 252, e terá interface e legendas localizados para o português brasileiro.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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