Age of Empires 4 é um sucessor espiritual para Age 2, nossas impressões e entrevista

Batemos um papo com a Relic Entertainment e conferimos um pouco do gameplay
Por Diego Kerber 10/04/2021 15:00 | atualizado 10/04/2021 15:00 Comentários Reportar erro

A Xbox Studios enfim deu mais detalhes do próximo game da fraquia Age of Empires, e além de assistir antecipadamente ao anúncio de Age of Empires IV, fomos convidados para participar de um bate-papo com a equipe da Relic Entertainment e World's Edge, que estão trabalhando no desenvolvimento do game. Após conferir a apresentação que acaba de ser publicada, vários jornalistas puderam enviar suas perguntas para diversos membros da Relic e da World's Edge.

Assistindo pela primeira vez o gameplay, uma coisa fica evidente de cara: o quanto o game se parece com Age of Empires 2. Não nos gráficos, que obviamente estão mais atualizados, mas principalmente nas mecânicas e no gameplay, além da época histórica em que é ambientado.

Age of Empires IV tem inspiração no Age II

Na medida em que são mostradas as construções sendo feitas, as unidades se enfrentando no campo de combate e a coleta de recursos, que inclusive traz o quarteto comida, madeira, outro e pedra do game de 2019, seguem um estilo muito parecido com o segundo game da franquia, e parece retroceder em mecânicas introduzidas em Age of Empires III, como os cards de ajudas das Metrópoles, por exemplo.

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Isso leva a uma pergunta inevitável. Nós já temos uma versão atualizada de Age of Empires 2, a Definitive Edition, que inclusive já testamos aqui no Adrena. O que Age of Empires IV vai trazer de novo?

O diretor do game Quinn Duffy, deixou claro que essa nossa percepção é mais que uma impressão. "Estamos buscando criar um sucessor espiritual para o Age 2. Para muitos foi a experiência definidora de Age of Empires e é de onde tiramos muito de nossa inspiração".

A equipe de desenvolvimento trabalhou com um conceito que une mecânicas familiares e coisas inesperadas. A ideia é que um fã da franquia não se sinta completamente perdido, e já tenha elementos que já conhece presentes. Mas dentro dessas mecânicas vão surgir variações que trazem novidades.

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Um delas é bem conhecida de jogadores de MOBAs e também estão presentes em outros games de estratégia: esconder as unidades. Em Age of Empires IV vai ser possível posicionar tropas em locais como florestas e, dessa forma, torná-las invisível para seus inimigos (até ser tarde demais). O combate em fortificações também foi ampliado, com tropas podendo combater no topo dos muros, e as armas de cerco ganham um novo papel nesse contexto.

O game deve trazer elementos familiares, mas na medida que o jogador se aprofunda, vai ver novas mecânicas

Mas essa não é a maior novidade. A grande mudança de Age of Empires IV será a assimetria. A série Age of Empires sempre apresentou variações entre as civilizações, com bônus e unidades específicas para cada um. Porém, na prática, o gameplay é essencialmente o mesmo. Age of Empires IV quer introduzir uma assimetria mais profunda.

Isso aproxima mais o game de franquias como Star Craft, onde escolher entre Protoss, Zergs e terráqueos força o jogador a adotar estratégias e estilos de jogar muito diferentes, criando duelos marcantes com guias e mais guias para enfrentar o rush dos Zergs, por exemplo.

E quando o assunto é assimetria, pouca coisa é mais rica em inspiração que a história humana. Adam Isgreen, Diretor Criativo de Age of Empires, comenta nessa base para a criação do jogo. "Uma das coisas que estamos apostando é na diversidade. Nós queremos que cada civilização possua uma mecânica própria que faça o jogador precisar mudar seu mindset", explica Isgreen.

A maior novidade é uma assimetria entre as civilizações, forçando o jogador a adotar diferentes estilos de jogo

No gameplay foi mostrada uma nova mecânica dos mongóis. Essa civilização é capaz de se mover completamente, inclusive suas construções e fontes de alimento, e se estabelecer em outra parte do mapa, com direito a Town Center e tudo mais sendo desmontado e movido.

Além de trazer uma nova mentalidade, afinal temos um inimigo que não possui localização fixa, e que também pode estar vulnerável quando em deslocamento, aqui temos o uso da história como inspiração para a nova mecânica. Os mongóis, bem como outras tribos das estepes, são nômades, e o conflito entre povos estabelecidos e nômades marcaram grandes disputas do período medieval, como mongóis versus chineses, ou turcos versus bizantinos, por exemplo.

Com esse enfoque histórico, estou bem curioso para ver se o game fará justiça a uma unidade militar que está entre as mais importantes da história, e que tem cacife para disputar o topo de arte de guerra mais devastadora da história militar: os cavaleiros arqueiros. Essa unidade está disponível em Age 2, mas sua efetividade e impacto no gameplay fica bem distante do impacto que os hábeis cavaleiros das estepes causaram no mundo, redesenhando o mapa e o rumo da história em múltiplas regiões do globo.

Um dos destaques será a pesquisa histórica nas cinemáticas da campanha

Um dos grandes destaques foi na parte da pesquisa histórica. Os desenvolvedores estão prometendo quatro campanhas que irão unir o gameplay com o desenrolar histórico dos eventos, com o jogador tomando parte em múltiplos momentos dos conflitos. No anúncio, a Relic revelou a campanha Normanda, localizada na Conquista Normanda da Inglaterra (1066).

O que foi mostrado foi um verdadeiro deleite para fãs de História: os movimentos dos múltiplos agentes políticos e os desdobramentos de cada confronto são contextualizados com vídeos elaborados, juntando a progressão da campanha no gameplay com uma aula sobre os conflitos entre anglo-saxões e os invasores normandos, bem como seus desdobramentos enquanto os vencedores tentam manter o seu domínio em solo britânico.

Age of Empires IV é um game exclusivo para PC, e no bate-papo a equipe de desenvolvimento afirma que o foco é total na plataforma, e no momento não há planos para uma adaptação para os consoles. O game chega no último trimestre do ano, e estará disponível através do Game Pass.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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