Testamos o co-op de Watchdogs Legion: sim, com amigos é sempre melhor

Novo modo tem potencial de fazer o game enfim brilhar

Enfim está se aproximando o lançamento do modo multijogador de Watchdogs Legion. No dia 9 de março o game poderá enfim ser jogado com os amigos em seu modo cooperativo, e a convite da Ubisoft Brasil nós testamos como é hackear as ruas de uma Londres futurista com "seus parças".

Quem viu/lembra, nossa análise do Legions foi um tanto fria. Curti muito o conceito do game, com a ausência de um protagonista e a possibilidade de recrutar todo NPC no mapa. O enredo também tinha seus bons momentos. Mas tinha várias pontas soltas, e a péssima sensação de um jogo sendo entregue cru. Isso que a Ubisoft já tinha Assassin's Creed Valhalla e seu melhor game desse período, o Immortals Phoenix Rising, para fechar seu relatório trimestral para os acionistas.

O multijogador chegando depois é parte dessa sensação de game inacabado, e depois de ter jogado um pouco, tenho certeza: isso devia estar no lançamento. Em um gameplay de duas horas, ficou claro para mim que esse não apenas era um modo que teria acrescenta muito ao jogo, como na realidade é o melhor modo de se jogar Legion.

Primeiro vamos começar tirando uma coisa do caminho: sim, qualquer coisa feita com os amigos é melhor. Quem já entrou em alguma roubada na vida, mas passou bem acompanhado, sabe que até algo desagradável fica melhor se feito com pessoas cuja a companhia "te apetecem". Mas não é o que rolou no gameplay que tive com Legion.

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Primeiro porque não conhecia os outros três jogadores, então não temos a intimidade dos "parças" de sempre do canal do Discord. Definitivamente foi divertido jogar com outras pessoas, mas nossa experimentação não sofreu essa distorção da familiaridade com os outros jogadores. E foi muito divertido.

Isso acontece porque as mecânicas do Legion simplesmente encaixaram lindamente com jogar de forma cooperativa. Como não é possível ter todas as habilidades de hackeamento, e também você sofre de janelas de cooldown para voltar a poder usá-las, atuar de forma coordenada torna as missões (e inevitáveis combates porque alguém vai disparar os alarmes) muito interessantes de serem encaradas em conjunto.

Outro ponto importante para a experiência é que o jogo foi rebalanceado para a experiência em múltiplos jogadores, com missões pensadas para um conjunto de pessoas. Algumas das mais interessantes envolvem inclusive bastante comprometimento dos gamers, com ações precisando ser realizadas em localidades diferentes e ao mesmo tempo, forçando a divisão do time um trabalho coordenado para dar certo. 

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Assim o mulitjogador consegue unir o que mais gostei em Legion, que é a variedade do gameplay com múltiplos personagens e habilidades, o desafio interessante de invadir e hackear estruturas, e agora com o multijogador há uma nova camada de planejamento e de dinamismo. Afinal, é óbvio que alguém vai estragar a estratégia furtiva. Mas ao disparar o alarme em uma região e chamar a atenção dos guardas para lá, outro jogador ganhou uma janela de tempo para aproveitar e invadir outra área.

De certa maneira, o cooperativo de Watchdogs Legion não é um complemento do game single-player. Jogando sozinho o game sempre recompensou os jogadores furtivos que usam os gadgets de forma eficiente para realizar as missões sem ser detectado. O multiplayer é uma possibilidade de trocar o gameplay planejado pelo caos do improviso, porque obviamente 4 jogadores não vão conseguir jogar de forma discreta o tempo todo, e você sabe que é uma contagem regressiva para alguém gritar "Lerooooy Jenkins" e explodir algo. Mas é aí que acho que está o acerto do modo online. Traz uma outra possibilidade de brincar com as mecânicas e os mapas criados no single player, e a o mesmo tempo que abre a chance de ser uma péssima experiência, dependendo de como seus amigos jogarem, também tem a chance de transformar positivamente a experiência. Um pouquinho de caos faz bem para o Legion, em minha opinião.

O modo online inicialmente chegaria no dia 9 de março, mas recentemente foi adiado para o dia 23 de março. Ele é gratuito para todos os compradores do game original, que receberão o novo conteúdo através de uma atualização sem custos.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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