PC Baratinho para encarar Cyberpunk 2077: até onde é preciso ir?

Tentamos ir subindo as peças até achar um ajuste que rode bem o jogo

A gente viu ao longo da live da quinta-feira que rodar Cyberpunk 2077 não vai ser uma missão fácil. Mas... temos que encará-la, até para poder mostrar para quem vai arriscar o feito, o quão difícil é!

Hoje vamos tentar montar a máquina mais barata que mantém um bom nível de qualidade e performance no game. Vamos começando de configurações mais básicas, testando e depois definindo se já está o suficiente, tudo tentando gastar o mínimo. É, gastar pouco no mercado atual de hardwares não é fácil.

Nossos testes ao longo do vídeo incluem:

- Intel Core i3-9100F
- Asus Prime H310
- 2x8GB TeamGroup DDR4 @2400MHz CL18

- Intel Core i3-10100
- Asus TUF Z490
- 2x8GB TeamGroup DDR4 @2666MHz CL18

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- Gigabyte GeForce GTX 1650 G5
- Gigabyte GeForce GTX 1650 Super

Começando com o i3 9100F que já estava montado na bancada, e aproveitando para dar "um confere" no que é a realidade de muitos Core i5 de geração anteriores (com 4 núcleos e 4 threads) vemos que essa configuração "já era". Ao menos na implementação atual, mesmo colocando em configuração de baixa densidade populacional - algo que alivia a vida do processador -  não é possível alcançar de forma estável nem mesmo 30fps. Forçando a barra, dá pra dizer que é possível jogar, mas estamos no limiar do aceitável, com trechos quase injogáveis.

O jeito foi ir para o muito recomendável upgrade para a 10ª geração, que sobe a configuração dos 4 para os 8 threads no Core i3-10100. Isso foi o suficiente para garantir 30fps em todos os cenários, e uma performance que oscila dos 45 aos 60fps se "largamos" o V-Sync. Não é perfeito, mas é viável.

Falando da placa de vídeo, a GTX 1650 segura bem o game em 30fps na qualidade média e resolução FullHD. Para buscar 60 quadros por segundo como i3-10100, porém, ela não dá conta do recado, exceto tendo que baixar muito a qualidade gráfica.

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Assim demos o upgrade para  GTX 1650 Super e aqui temos um bom nível de desempenho e qualidade. Travando a 30fps podemos mandar ver no FullHD com pre-set alto. Para 60 quadros, porém, mesmo qualidade média, o jeito é sacar o recurso do FidelitiFX CAS.

Com ele podemos renderizar dinamicamente em uma resolução menor e depois ampliar usando um recurso de aumento de contraste, tentando minimizar o efeito colateral da perda de definição. Assim dá para colocar em FullHD, qualidade média e ficar próximo dos 60fps, com o filtro reduzindo dinamicamente a resolução quando a "coisa aperta". Em geral, o nosso sistema não foi mal, sem perder resolução em excesso pra buscar mais quadros por segundo.

Infelizmente devido aos preços atuais, essa configuração que montamos para jogar não ficou barata, apesar de nossos esforços. Ela ficou:

- Intel Core i3-10100- R$ 650 (alternativamente pode ser um AMD Ryzen 3100/3300X)
- H410 - R$ 550
- 2x8GB DDR4 @2666MHz
- Nvidia GeForce GTX 1650 Super - R$ 1.550 (time vermelho pode ir com uma RX 5500 XT)
- Fonte de 430W

Custo estimado: a partir de R$ 3.500

Apesar do valor alto, essa configuração parece levar bem o jogo, seja para quem quer jogar a 30fps para buscar qualidade mais alta, e aqui vai conseguir uma estabilidade superior ao que vem sendo apresentada nos consoles base, ou quem quer uma taxa de quadros mais alta, mas aí abrindo mão de um pouco da qualidade gráfica e também encarando mais oscilações nos quadros, que podem cair para uns 45fps nos piores momentos.

O jogo claramente não está bom. Quem assistiu nossa batalha da GTX 1650 Super vs a Radeon RX 5500 XT, recentemente, viu as duas encarando todos os jogos, mesmo "pedreiras" como o Red Dead Redemption 2, em FullHD a 60 quadros com qualidade alta, e aqui veem esse lançamento nos forçando a "ficar ajustando" em alguma altura as coisas para o game acontecer. Vamos ver se a CD Project Red termina o jogo realmente no futuro, e como vai ficar a performance.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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