JOGAMOS MUITO ASSASSIN'S CREED VALHALLA! Veja nossas impressões

Game acerta a fórmula e leva desde a diversão até ao mal-estar
Por Diego Kerber 14/10/2020 18:53 | atualizado 21/10/2020 22:24 Comentários Reportar erro

Jogar Assassin's Creed Valhalla foi uma avalanche de sensações. Tematizado nas invasões vikings da Grã Bretanha no século IX, o jogo misturou muito bem os conflitos da época com as mecânicas que Assassin's Creed vem desenvolvendo, especialmente após o Origins.

Jogamos por quase seis horas o game, a convite da Ubisoft Brasil, e tivemos muita liberdade para explorar o mapa, avançar a missão principal e as paralelas, evoluir os personagens e também a aldeia, e vamos passar nossas impressões desse gameplay aprofundado nesse artigo.

Ambientação é o ponto alto

Se preciso destacar o ponto forte de toda a experiência com o gameplay, ambientação sem dúvida está no topo. O jogo mandou muito bem em trazer a vida os conflitos entre os vikings e os assentamentos já presentes. Você assume o ou a Eivor, um viking que faz parte do Grande Exército Pagão, uma coalização de nórdicos pagãos criada para invadir a Inglaterra e lidar com os povos anglo-saxões que formavam a população local da região.

A missão que tivemos chance de jogar é atolada nesse contexto. Nesse período da Alta Idade Média, com muita instabilidade nas relações de poder e organização das sociedades, os personagens estão muito dedicados na missão de conseguir a dominância de uma região destronando o líder do local para colocar um fantoche no lugar, tentando balancear uma complicada relação de equilíbrio de poder cheia de conflitos étnicos e religiosos. 

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Mas a imersão vai além do conflito central do enredo. Ao longo do gameplay ficamos andando pelo mapa, indo de uma missão a outra, e Valhalla é felizmente um daqueles games em que você não vai querer abusar do fast travel. Além das belas paisagens, a equipe da Ubisoft Montreal fez um ótimo trabalho em tornar essa Grã-bretanha do século IX em um lugar "vivo", com muita coisa a se fazer no caminho. Destaque especialmente para as viagens de barco com seu grupo, onde você pode optar por pedir uma música ou ouvir uma história. Recomendo as histórias, por serem todas infames.

Falando em infâmia, o jogo abraça esse esteriótipo dos vikings, trazendo para várias das cenas seu estilo pagão em contraponto a cultura cristã eclesiástica meio pomposa dos adversários anglo-saxões. Tem até mini-games de insultos onde o jogador pode evoluir o carisma de seu personagem. Se o álbum "Músicas para Beber e Brigar" do Matanza fosse um jogo, provavelmente seria esse, já que além de insultos obviamente temos mini-games de encher a cara e brigar.

Gameplay

A jogabilidade não trás nenhuma surpresa para alguém que vem dos games anteriores, como o Origin e o Odyssey. O jogo mantém um estilo de RPG de ação com ênfase nos ataques especiais e nos bloqueios ou esquivas nos tempos corretos. Gostei muito do desafio de algumas boss fights, forçando o jogador a fazer um uso preciso das mecânicas para derrotar inimigos que não dão muita margem para erros do jogador.

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O diferencial são as pilhagens de vilarejos e também os assaltos a fortificações. É muito divertido tocar o chifre, atracar seu barco e descer gritando com seu grupo enquanto você bate em tudo que se move, põe fogo em tudo que pega fogo e saqueia tudo que brilha. O jogo também manda bem nesses momentos nas trilhas nórdicas pesadíssimas que combinam com a ação que está rolando na tela.

Aqui vou abrir um parênteses para outro aspecto inevitável de representar uma época violenta da história. Enquanto você entra nessa animação provocada pelo saque, em alguma altura senti um desconforto pelo que estava acontecendo no game. Estamos falando de conflitos em que um grupo de saqueadores arruinava sua vida, e na medida que você enfrenta guarnições locais que defendem o vilarejo, dá pra ver os aldeões correndo por suas vidas enquanto suas casas são queimadas. E fiquem feliz que a Ubisoft nos poupou de coisas piores que acontecem nesse tipo de ataque.

O que nos traz a minhas impressões finais. O Valhalla consolida várias fórmulas que já vimos evoluir em games anteriores, especialmente nessa nova fase que começa com o Origins, e não vou negar que me diverti bastante no meu gameplay com ele. A trama parece bem interessante, os personagens apresentados são carismáticos e o gameplay está bem divertido, com um bom balanço entre partes mais divertidas como os saques e trechos mais desafiantes, como boss fights e outros confrontos um contra um.

Mas meu palpite é que vai ser na temática que esse game tem potencial de ganhar a atenção dos jogadores. Como alguém que curte muito história, e todo o hype em torno de um Assassin's Creed ambientado nesse período, acho que o game está fazendo um ótimo trabalho tanto em entregar uma visão do que foi esse conturbado período das invasões nórdicas, quanto a oportunidade de encarnar um viking e pilhar tudo que vê em seu caminho.

Assassin's Creed Valhalla será lançado no dia 10 de novembro, disponível para o Xbox One, Playstation 4 e PC. Também chega na nova geração, com o Xbox Series S/X e Playstation 5, além da plataforma de streaming Google Stadia.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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