PC Gamer no orçamento do Playstation 5 e Xbox Series X: dá pra jogar bem?

Montamos uma configuração para comparar a experiência em um computador comparado a nova geração de consoles
Por Diego Kerber 11/10/2020 15:26 | atualizado 21/10/2020 22:37 Comentários Reportar erro

Com tanto a Sony quanto a Microsoft enfim mostrando suas cartas e, especialmente, seus preços, agora dá para ter uma visão mais clara das opções que os consumidores vão ter na hora de escolher sua plataforma para jogar.

O que vamos fazer nesse artigo é dar uma visão do que o mundo dos PCs tem para oferecer. Com o orçamento de R$ 5 mil, vamos tentar montar a melhor máquina para jogar possível. 

Tentando um bom balanço de configurações, e tentando manter algumas das qualidades dessa nova geração, como o armazenamento rápido. Então vamos as escolhas!

Sem dúvidas dá para montar um baita PC com esse orçamento. No processador, dá para ir com dois ótimos modelos: ou o Intel Core i5-10400 ou o Ryzen 5 3600. Vamos optar pelo modelo AMD para esse vídeo devido ao preço mais acessível das placas-mãe, já que as H410 acabaram de chegar e ainda não estão tão baratas quanto uma A320, por exemplo.

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Nas memórias não podemos correr o risco de por tudo a perder, então vamos caprichar: dois módulos de 8GB e operando em alta frequência. Algo que nos ajuda muito é que esse tipo de memória de alta velocidade está bem mais barato do que no passado, então nem vale a pena economizar 20 ou 30 reais por módulo pra ir com algo em 2666MHz, por exemplo. Dá para ir com uma memória com 3200MHz, frequência inclusive suportada pela AMD na linha 3000 Ryzen.

Na placa de vídeo temos uma questão complexa. Eu gostaria de ter encaixado uma RTX 2060 no orçamento, que nos traria recursos como o Ray Tracing e o DLSS, mas infelizmente fica mais caro do que eu gostaria. O jeito foi ir um pouco mais para baixo no custo, e pegar outro excelente modelo, a Radeon RX  5600 XT. Vamos falar de nossas impressões com a performance dela mais adiante. Se você prefere o lado verde da força e quer os recursos RTX, o custo é de 200 a 300 reais maior.

E por fim, o resto do necessário para fazer essa máquina existir. Um SSD de 512GB ficará responsável pelo armazenamento, trazendo a agilidade de carregamentos que a nova geração promete. Se por um lado temos menos espaço que os consoles, sem dúvidas os upgrades serão mais fáceis que pagar já que 1TB do armazenamento do Xbox custa R$2,2 mil, e no PC esse espaço está na faixa dos 700 reais em um SSD (nesse caso, não estamos falando de um PCIe 4.0). Por fim entram na conta uma fonte de 500 watts, que entrega a energia necessária para esse conjunto, e mais um gabinete, pra tudo isso ir dentro. 

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Então nosso orçamento final fica:

- AMD Ryzen 5 3600 + A320 - R$ 1.620
- 2x8GB 3200MHz DDR4 - 2x R$ 269
- Radeon RX 5600 XT - R$ 1.999
- SSD 512GB - R$ 440
- Fonte 500W - R$ 434
- Gabinete - R$ 150

Preço total: R$ 5.181

E o que dá pra fazer com esse conjunto que construímos? Tenho boas notícias: é uma ótima máquina. Se você só aceita Ultra e nada menos, ela vai entregar com segurança isso em FullHD, mas para esse tipo de jogo, ela tem potencial de entregar QuadHD, só tendo que abrir mão do Ultra pelo Alto (algo que no resultado final, me agrada mais). 

Para games competitivos, o sistema também se sai muito bem. Focamos em uma configuração para performance, colocando resolução em QuadHD e gráficos no mínimo, exceto recursos como distância de visão, que estão no máximo. O resultado é um gameplay com folga acima dos 100fps, com Fortnite variando entre 150 e 250fps, PUBG na casa dos 150fps e Rainbow Six Siege a 200fps. Call of Duty Modern Warfare no modo Warzone foi o único que preferimos subir um pouco a qualidade gráfica, conseguindo jogar no Alto a 100fps, porém aqui em resolução FullHD.

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Não tem como competir com os consoles em termos de custo. Com produção em larga escala e possibilidade de operar no prejuízo na venda do hardware, para tirar lucro com a venda de games e outros serviços na plataforma, o PC fica na desvantagem quando o assunto é preço dos componentes. Nosso PC de R$ 5 mil não alcança a realidade do 4KL dos consoles, e deve ficar levemente acima da qualidade do Xbox Series S se nossos palpites estiverem certos.

Mas aí estamos em território de clara vantagem para os videogames, e junto com a comodidade de ser uma plataforma "só ligar e jogar", se esses dois fatores são os que mais importam pra você, deve realmente optar por um console.

Porém o PC tem seus pontos fortes. O primeiro é a liberdade tanto em hardware quanto software. Hoje essa máquina não tem performance para 4K, mas basta vender a 5600 XT e comprar algo mais potente (uma RTX 3070, ou talvez a Big Navi?) para trazer para o cardápio essa resolução. Faltou espaço? Fica fácil expandir, seja com SSD para armazenamento rápido, seja HD para grandes quantidades a baixo custo.

No software você tem múltiplas lojas de aplicativos, diferente de um console que prende o consumidor ao ecossistema da empresa que escolheu. Isso é um fator crucial para os preços mais competitivos e até mesmo uma enxurrada de games gratuitos que surgem no PC. Também é bom colocar na conta que o PC possui games exclusivos, sendo uma plataforma preferida muitas vezes por quem joga games de estratégia em tempo real, por exemplo, além de ser uma espécie de "terceira via" na guerra de consoles, com games exclusivos de um videogame ou do outro vindo para o PC, também. 

E por fim, uma boa máquina para jogar é também uma boa máquina para trabalhar. Quem mexe com edição de vídeo ou fotos, desenvolve projetos em 3D ou outras atividades computacionais pesadas, vai ter aqui uma ótima plataforma tanto nos momentos de entretenimento quanto "na hora de pegar no batente", então se você tem essas duas necessidades talvez faça mais sentido resolver dois problemas com um computador, apenas.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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