Jogamos o IMMORTALS FENYX RISING: veja nossas impressões e gameplay!

Game chega no dia 3 de dezembro para múltiplas plataformas
Por Diego Kerber 10/09/2020 16:41 | atualizado 17/09/2020 11:49 Comentários Reportar erro

A Ubisoft apresentou oficial Immortals Fenyx Rising, game que anteriormente era conhecido como Gods and Monsters, e fomos convidados pela Ubisoft Brasil para testar o game remotamente. Apesar de uma leve compressão nos gráficos e aumento discreto nas latências, conseguimos ter uma boa ideia do que está vindo por aí em uma jogatina de pouco mais de duas horas.

Começando pelo básico, Immortals é um game tematizado na mitologia grega, com Fenyx atuando como a protagonista. O jogador encarna essa personagem mortal em sua missão de salvar o panteão grego, que está sob a ameaça de Tifão, um gigante que ameaça destruir Zeus e todos os deuses do Olimpo.

Para dar conta dessa missão nada modesta, o jogador passa por múltiplos cenários fazendo seu caminho para derrotar essa ameaça, e acumulando itens para se fortalecer e dar cabo da empreitada. Nessa jornada o jogador obtém ajudas como as asas de Dédalo, a espada de Aquiles, o arco de Odisseu e outros objetos da mitologia grega para se fortalecer e se preparar para o confronto com o titã.

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As influências de Breath of the Wild são bem evidentes

Antes de descrever o restante da minha experiência, é preciso tirar uma coisa do caminho: tem muito de Zelda Breath of the Wild nesse game. Os mapas amplos que podem ser explorados livremente, limitando sua capacidade de planar, escalar, nadar ou correr por eles só por sua própria estamina, grutas com desafios que podem ser ou puzzles ou combates com múltiplos inimigos... Immortals bebe dessa fonte sem medo de ser feliz.

Tenho dois motivos para não achar ruim: 1) é que não tenho nada contra um game pegar os elementos que tornaram outro excelente e incorporá-los, e no trecho que joguei acho que Immortals fez muito bem isso; e 2) ele tem elementos próprios que lhe dão personalidade, não ficam um simples bootleg Zelda.

O jogo manda bem na ambientação, no uso de referências a mitologia grega e no senso de humor

O primeiro deles é a ambientação. Gostei muito do que vi em meu gameplay. Apesar de silenciosa, o Link a Fenyx é uma protagonista taciturna que fala muito pelos gestos. A forma como bate várias vezes em um baú antes de abrir a tampa em empolgação, a forma como perde o equilíbrio antes de começar a correr ou até a mão nas costas no típico gesto de "aí meu nervo ciátio" depois de uma luta em que ela levou muita porrada tornam a Fenyx uma personagem bastante expressiva para alguém que não abre a boca.

Mas quem fala bastante são narradores, e ao menos no trecho que joguei isso ficou por conta de Zeus e Prometeu. O game será totalmente localizado em português brasileiro, porém na build de nosso teste as vozes ainda estavam em inglês. Naquela língua, os personagens estavam muito bem-humorados, com o enredo sendo interrompido pela falta de paciência de Prometeus em ouvir toda a introdução de Zeus e discussões sobre qual seria a pronúncia correta de Ubisoft. Espero que a versão brazuka mantenha esse tom debochado e, com sorte, também o sotaque dos personagens, da mesma forma que a versão inglesa.

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Nos combates, Immortals parece um hack and slash competente

Mas não é só na estética e na ótima incorporação de vários elementos da mitologia que fica claro que isso não é Breath of the Wild. É achar o primeiro monstro para bater que vemos um competente hack and slash. Nossa build já jogava o jogador para uma área mais avançada, então já possuíamos um bom conjunto de golpes especiais disponíveis, e combar eles estava muito satisfatório. Há ataques que aproximam você rapidamente de monstros, outros que jogam todos em uma área para o ar, outros que batem com força de cima pra baixo em um só... as combinações são muitas, e é muito divertido acertar uma sequência bem encaixada que deixa seu inimigo sem chances de reação, ou quando você dá conta de múltiplos inimigos ao mesmo tempo. 

Com essa mistura de elementos de Zelda BOTW, hack and slash, mitologia grega e senso de humor, Immortals preencheu várias caixinhas em minha lista de coisas que gosto, e minhas impressões foram bem positivas. Um ou outro jogo não encaixou como gostaria, mas prefiro cravar uma impressão sobre isso quando puder jogá-lo sem latência de internet no caminho. 

Immortals Fenyx Rising chega no dia 3 de dezembro, confirmado para Playstation 4, Nintendo Switch, Xbox One, PC e também os consoles de nova geração, como o Playstation 5 e Xbox Series X e S, e também disponível no Google Stadia.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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