WATCHDOGS LEGION com RAY TRACING no PC! Veja nosso gameplay e impressões!

Experimentamos o game da Ubisoft e contamos o que achamos dele!
Por Diego Kerber 13/07/2020 12:19 | atualizado 11/08/2020 14:45 Comentários Reportar erro

Além de Assassin's Creed Valhalla, conseguimos dar uma conferida em como está Watchdogs Legion através de uma jogatina remota à convite da Ubisoft. Em uma sessão de mais ou menos três horas, pudemos conferir como está o estágio atual de desenvolvimento do jogo.

Apesar da compressão devido ao streaming, algo que não é um problema já que o vídeo acima é uma captura enviada pela Ubisoft, em nossa partida ficou visível que o Ray Tracing estava em ação. A máquina usada é equipada com uma GeForce RTX, porém a Ubisoft não confirmou qual a especificação usada em nossa experiência. O efeito de RTX era bastante visível em múltiplas superfícies, seja em poças d'água, fachadas de prédios e nos rios. 

Falando em gráficos, me agradou muito a estética do jogo. Watchdogs Legion se passa em uma Londres distópica de um futuro não muito distante, onde a sociedade se corrompeu sobre influência de múltiplos agentes políticos e financeiros. O jogo está bastante politizado, tratando de temas polêmicos que vão desde governos autoritários até capitalismo selvagem irrestrito, e esses conflitos são parte crucial na narrativa do jogo.

Você não é um jogador específico, e sim múltiplos jogadores que foram essa "legião" de membros do DedSec, e aqui está uma das coisas que mais gostei. Você pode recrutar qualquer pessoa na rua, e após ajudá-la e convencê-la a entrar para a causa, ela passa a ser um personagem jogável. 

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Isso torna o Watchdogs em um dos games sandbox mais sandbox que já joguei, com a sensação que qualquer NPC passando no seu caminho é algo vivo e que você pode interagir e até mesmo assumir o papel. Todo personagem possui uma descrição com detalhes como equipamento, rotina, profissão, entre outras coisas que fazem ele não parecer só um NPC para dar volume ao jogo.

Com essa vibe de brincar com o mundo, recrutei uma senhorinha idosa rabugenta que detestou ser abordada, e após ajudá-la com uns problemas devido a abordagens excessivas de policiais, consegui trazê-la para causa e usá-la para combater o sistema. No ritmo que ela consegue, que é lento.

Cada personagem tem pontos fortes e fracos, e da nossa nobre ex-aposentada esse problema é a mobilidade. Devido a idade avançada, a velocidade que ela corre é equivalente ao caminhar de outros personagens. Foi como jogar o game no modo hardcore.

Apesar de parecer uma bobagem, poder nocautear inimigos com uma idosa foi exatamente o que me fez sentir que a proposta de um jogo orgânico em que você pode ser qualquer um realmente funciona. A cada risada porque estava "dando grau" em uma moto com alguém que parece mais habituado com o crochê trazia a sensação que o jogo estava realmente deixando eu criar uma rede em que qualquer NPC pode ser um aliado.

O gameplay segue premissas bem parecidas com os antecessores, com o hackeamento sendo um fator central da jogatina. Desbloquear passagens, invadir câmeras e comprometer sistemas é a essência do gameplay, com eventuais combates caso a abordagem furtiva não dê certo. Falando nisso, o jogo promete uma boa variedade de possibilidades para resolver uma missão, com coisas que vão desde entrar disfarçado até pular pelo telhado voando com um drone.

O game ainda está em desenvolvimento, então ainda falta algumas melhorias e conteúdos, mas nas três horas de gameplay ele trouxe a sensação de ter muito a oferecer, seja pelo tamanho do mapa, seja pela infinidade de NPCs com o qual era possível interagir. Só falta saber o quanto a Ubisoft vai conseguir entregar essa proposta de um jogo tão amplo, ou se eventualmente essa ilusão de personagens infinitos não vai ser quebrada pela repetição de designs ou variedade insuficiente de profissões e de habilidades.

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Watchdogs Legion estará disponível no dia 29 de outubro, e chega para PC, Xbox One e Playstation 4, Google Stadia e também para a nova geração de consoles, o Xbox Series X e Playstation 5.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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