JOGAMOS ASSASSIN'S CREED VALHALLA! Veja nosso gameplay e impressões

Game mexe em algumas mecânicas e traz a imersão nas invasões vikings do século IX
Por Diego Kerber 12/07/2020 19:06 | atualizado 12/08/2020 12:35 Comentários Reportar erro

Tivemos acesso a três horas de gameplay como próximo game da série Assassin's Creed, Valhalla. À convite da Ubisoft, e nesses tempos sem E3 por conta da pandemia, jogamos remotamente o game e vamos passar as nossas impressões dessa jogatina. O gameplay foi feito com um controle de Xbox One, e a plataforma é o PC, porém sem sabermos as especificações usadas, que ficaram por conta da Ubisoft em sua sede.

Começando pela imersão, a Ubisoft novamente fez um ótimo trabalho. Assim como em Assassin's Creed Odyssey, onde as localidades da Grécia Antiga foram recriadas com muito esmero, os pequenos vilarejos nas gélidas regiões nórdicas da Europa estão muito bem representados nos cenários e nos personagens. Você assume o papel do/da Eivor, e quem conhece AC Odyssey ou mesmo o Origins vai identificar o estilo da campanha, que segue na essência de travar diálogos, realizar missões, travar diálogos, e assim segue o enredo. No nosso gameplay já foi possível ver alguns momentos em que o jogador poderá tomar decisões cruciais, que irão impactar no desenrolar do game.

A ambientação está excelente, seja nos personagens, seja nos cenários

O que mais me agradou, de longe, foram os combates e as raids, afinal você não é um viking se não pilhar algum lugar. Entrar em um vilarejo gritando, chutando e queimando tudo é a coisa menos Assassin's Creed que um Assassin's Creed já trouxe, mas definitivamente é muito divertido. Ao som de uma música pesada nórdica e muita pancada de escudo e espadas, você e seu grupo arrebentam que estiver pela frente para tomar seu próximo objetivo. Também há missões que envolvem aríetes e tomadas de fortificações, que levam a um balanço interessante de arrebentar os guardas e ajudar a bater no portão.

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Tudo isso me agradou muito mais que as lutas de conquista de região que tínhamos no Odyssey, porque elas são muito orgânicas. Você navega com seus "parças" até lá, desembarca, alguém toca um chifre, e a pancadaria come solta de uma forma muito orgânica. As habilidades seguem disponíveis, e na medida que você "enche a barra", pode arremessar múltiplas machadinhas, jogar um inimigo por vários metros ou envenenar sua arma para dano adicional.

Os saques são muito divertidos, e as melhorias na mecânica de combate são parte importante disso

O combate foi algo que gostei muito. Em Odyssey, esquivar no timming correto abria uma janela de revide com direito a efeito bullet time que, na minha opinião, praticamente quebrava o jogo. Ou a build que testei não tinha isso, ou fui bastante incompetente em meu gameplay, porque esse recurso sumiu, e acho ótimo. Agora esquivas ajudam a escapar de golpes mais poderosos, mas a porradaria envolve muito mais escudos, com bloqueios minimizando o dano e blocks perfeitos desequilibram seus adversários e abrem janelas para contra-ataques.

Valhalla também está premiando muito uma postura agressiva de lutar. Como combinação de ataques carregam a barra de especial, atacar de forma incessante seus inimigos abrem janela para emendar golpe sobre golpe. Se você tira eles do equilíbrio, pode inclusive emendar ataques mais devastadores, que finalizam inimigos menores e ferem bastante chefões. No balanço oposto, uma barra de estamina põe o limite a essa sequência, e se você ir longe demais, pode ficar sem energia para escapar do contra-golpe dos inimigos.

Algo que ainda precisa de um tempo são os bugs. Jogamos uma versão na finalizada do jogo, então obviamente há muito espaço para melhorais até a versão final, porém em alguns combates, especialmente nas Raids, a inteligência artificial de aliados e de inimigos ficavam perdidas em alguns momentos, ou combos cinematográficos falhavam de jeitos estranhos e acabávamos tendo efeitos engraçados de teleporte e de física irrealista. Tudo isso, novamente, longe de um veredito já que falamos de uma build de desenvolvimento do jogo.

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O jogo ainda não está finalizado, mas as primeiras impressões são bem positivas

A impressão geral é muito positiva. As mudanças feitas no combate tornaram ele mais divertido de jogar, e as raids sem dúvidas são uma adição ótima e tem potencial, especialmente em futuras missões de tomadas de fortalezas maiores e mais complexas, com inimigos mais desafiantes no caminho. Agora falta saber se o game vai corrigir coisas que me desagradaram em seu antecessor, como uma curva desbalanceada de evolução do personagem que tirava o ritmo da evolução da campanha, e com os retoques finais como ficarão os gráficos e também a inteligência artificial dos NPCs. Mas o que joguei hoje já é bem promissor.

Assassin's Creed Valhalla será lançado no dia 17 de novembro. Ele estará disponível no PC, no Xbox One e no Playstation 4, nas plataformas de nova geração Xbox Series X e Playstation 5 e também no Google Stadia. 

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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