XBOX SERIES X: AGORA SABEMOS TUDO sobre o HARDWARE MONSTRÃO que está a caminho!

Microsoft liberou detalhes dos componentes que equiparão seu novo videogame!
Por Diego Kerber 16/03/2020 19:05 | atualizado 07/08/2020 21:54 Comentários Reportar erro

A Microsoft liberou grandes quantidades de informações sobre seu próximo console, o Xbox Series X. Com o anúncio, sabemos não apenas as especificações técnicas, mas também componentes, design e até mesmo novas microarquiteturas e tecnologias que vão compor o futuro videogame da Microsoft.

Site oficial Xbox Series X

Passando pelas especificações técnicas, temos os seguintes destaques:

Xbox Series X

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- SoC personalizado AMD em 7nm+
- CPU Zen2 de 8 núcleos operando a 3.6GHz (modo 16 threads) e 3.8GHz (8 threads)
- GPU RDNA 2 com 52 Compute Units operando fixo em 1825MHz
- 16GB de memória, 10GB a 560GB/s e 6GB a 36GB/s
- 1TB NVMe SSD a 2.4GB/s, compressão amplia para 6GB/s
- Memória interna expansível em 1TB
- Portas USB 3.2 com suporte a HDD
- Saída de vídeo [email protected], com suporte a vídeo até 120fps

As especificações do Series X são impressionantes, tornando uma fantástica peça de engenharia computacional. O cérebro é o SoC da AMD personalizado para a Microsoft, equipado com um conjunto da microarquitetura RDNA 2 no chip gráfico e Zen 2 para o processador.

Os chips tem uma filosofia focada na estabilidade, e para tanto fixam os clocks de operação. O processador conta com oito núcleos em dois módulos de quatro, a conhecida estrutura dos CCXs que já conhecemos dos desktops, com o clock em 3.6GHz quando usando o simultâneous multi thread (SMT) para elevar o número de threads disponíveis para 16, e subindo para 3.8GHz quando desabilitando esse recurso e operando com apenas um núcleo lógico por núcleo físico, totalizando 8 threads. Os desenvolvedores terão liberdade para optar entre as duas configurações, sendo que terão a disposição 7 núcleos, com o restante ficando dedicado ao sistema.

A GPU conta com um total de 52 unidades computacionais, novamente com o clock fixo em 1825MHz. Isso é consideravelmente acima da placa mais potente no mundo dos desktops, a Radeon RX 5700 XT e seus 40 CUs e 9 TFLOPS, subindo a performance em pontos flutuantes do sistema para 12 TLOPS. Colocando em perspectiva, no mundo dos hardwares para PC isso aproximaria ela de uma RTX 2080 Super, e o próprio Digital Foundry afirmou que Gears of War 5 ficou com um nível de desempenho próximo ao testado em uma máquina com uma RTX 2080.

O Xbox Series X será a estreia do Ray Tracing acelerado por hardware AMD

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Mas como já havia sido anunciado, a parte gráfica não para por aí. A AMD implementou hardware dedicado para o traçamento de luz, a tecnologia do Ray Tracing, já presente nos PCs através do RTX da linha GeForce da Nvidia. O hardware do Series X consegue entregar até 13 TFLOPS de performance no pico de desempenho, conseguindo impressionantes 380 bilhões de intersecções calculadas por segundo, tirando parte da carga do processamento dos shadders da GPU do Xbox Series X, porém ainda haverá um impacto no desempenho já que outras etapas do RT ainda dependem das estruturas tradicionais.

Na memórias, uma abordagem assimétrica. O console da Microsoft possui 10GB de memórias mais rápidas, operando em 560 GB/s, e 6GB mais lentos, com velocidade de 336 GB/s, totalizando 16GB. As memórias mais rápidas estão vinculadas a GPU, e essa evolução é importante, como já mostrou a série Super de placas da Nvidia e seus ganhos de performance ao implementar memórias mais rápidas. 

Dos 6GB mais lentos, 2,5GB são dedicados ao sistema operacional e os 3,5GB restantes ficando "nas mãos" dos desenvolvedores. Com isso, haverá um total de 13,5GB disponíveis para os estúdios rodarem os games.

A quantidade de 16GB não parece tão significativa frente a tantos números impressionantes do Xbox Series X,mas há um bom motivo: ele compensa com uma microarquitetura inovadora, a Velocity. Tirando benefício do armazenamento super-rápido em SSD NVMe personalizado, capaz de atingir 2.4GB/s de forma estável e picos de até 4,8GB/s, a empresa usará o armazenamento para lidar com arquivos gigantescos como as texturas em alta resolução. Através de alta compressão, será possível mover até 6BG/s e arquivos do SSD para o SoC, com um uso estimado de 10% de apensa um dos núcleos do CPU para descompactar os dados.

Além dos 1TB internos, um formato proprietário externo será capaz de adicionar até mais 1TB de armazenamento extremamente rápido ao sistema. Essa nova arquitetura Velocity promete modificar a experiência com os games no console ao tornar o sistema incrivelmente ágil, conseguindo alternar entre games em menos de 10 segundos. A grande capacidade e agilidade do armazenamento também tornará possível ao sistema guardar o estado de um game em cache, então na próxima vez que o jogador abrí-lo, ele carregará em questão de segundos no exato ponto onde o gamer parou.

O design traz também algumas inovações interessantes. A placa-mãe foi dividida em duas, criando uma melhor distribuição do fluxo de ar e também melhor dissipação do calor. Uma única fan é responsável pelo resfriamento do sistema, trazendo do topo um fluxo de ar que permeia todos os componentes, o que inclui um conjunto de estruturas metálicas e uma câmara de vapor que tem a missão de resfriar o SoC da AMD. Os clocks fixos também tem um papel aqui, criando uma dissipação de calor mais homogênea.

O Xbox Series X ainda não tem uma data de lançamento ou preços definidos, algo que está sendo esperado para o final do ano, isso se o COVID-19 não faça desse lançamento mais uma de suas vítimas. Fizemos uma pesquisa superficial com os preços desses componentes anunciados imaginando um desktop gamer atual, e os valores são impressionantes:

- SSD NVMe de 1TB: 120 dólares nos EUA, R$660 no Brasil
- CPU Ryzen 7 3700X: 300 dólares nos EUA, R$1780 no Brasil
- RTX 2080 Super: 700 dólares nos EUA - R$4.000 no Brasil

Total: US$ 1.120, R$ 6.440

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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