Microsoft, Apple e mais 27 empresas apoiam projeto de censura na Internet

Não é só no Brasil que temos projetos de lei polêmicos, que tentam impor algum controle sobre a Internet, como "Lei Azeredo". Nos Estados Unidos, um projeto batizado de SOPA (Stop Online Piracy Act) surgiu com a intenção de frear a pirataria na web, mas aponta medidas consideradas extremas por vÁrios grupos que vêm criticando a iniciativa, como a Mozilla, o 4Chan, o Reddit, o Google e o Tumblr.

Caso aprovada, a lei darÁ ao governo federal americano o poder de bloquear completamente sites acusados de infringir copyright, colocando-os em uma lista negra de DNS, medida que o The Next Web compara ao "grande firewall da China", que chegou a bloquear o Google diversas vezes.



"O SOPA poderia exigir que mecanismos de busca, processadores de pagamentos, ISPs e redes de anúncios bloqueassem sites infratores sob ordem judicial", expica o Ars Technica. "Os críticos levantaram uma série de preocupações sobre como isso poderia afetar o sistema de nome de domínios da Internet, atingir a liberdade de expressão e varrer uma série de sites legais."

Apesar desses pontos controversos, hÁ vÁrias empresas de tecnologia apoiando o projeto. É o caso da Microsoft e da Apple, que fazem parte da Business Software Alliance (BSA). Em comunicado publicado no final de outubro, a BSA afirmou que "elogia o presidente do Comitê JudiciÁrio da Câmara, Lamar Smith, por apresentar o ‘Stop Online Piracy Act' para conter a erupção crescente de pirataria de software e outras formas de roubo de propriedade intelectual que estão sendo perpetrados por websites ilegais."

Além dessas duas empresas, hÁ outras 27 companhias que apoiam inclusive financeiramente a BSA, que incluem Adobe, Autodesk, AVG, Corel, Dell, Quark e Kaspersky. Haja vista o apoio à aliança, o The Next Web presume que elas apoiam a iniciativa enquanto não se pronunciam sobre o assunto. A lista completa você pode conferir no site.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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