Movimento "Occupy Flash" quer o fim do plugin da Adobe

Aproveitando a visibilidade do movimento Occupy Wall Street, onda de protestos que começou em Nova York contra a corrupção, a desigualdade econômica e social e o desemprego, um grupo de desenvolvedores de sites e de apps móveis criou o Occupy Flash. A ideia é incentivar pessoas do mundo inteiro a desinstalar o Flash de seus navegadores e entrar de vez no mundo do HTML5.

"O único modo de realmente forçar a web a adotar novos padrões abertos é invalidar tecnologia velha", diz o manifesto do site oficial do movimento. Ele lembra, porém, que a tarefa exige um pouco de sacrifício, jÁ que muitos sites ainda só podem ser exibidos com o plugin ativado. No entanto, "quanto mais pessoas usarem browsers sem suporte a Flash, mais rapidamente a dor irÁ diminuir", garante o comunicado, prevendo que essa atitude farÁ com que a Adobe adote novas tecnologias mais rapidamente.



Convidando as pessoas a "entrar na luta", o Occupy Flash oferece, em sua pÁgina, meios para desinstalar o plugin no Windows e no Mac e desativÁ-lo no Google Chrome. O site ainda incentiva seus visitantes a espalhar a ideia pelas redes sociais, desenvolver para a web usando novos padrões e comunicar aos sites que ainda usam Flash que o melhor a fazer seria não utilizÁ-lo.

"Esta não é uma campanha contra a Adobe ou até mesmo contra a plataforma Flash", ressalta o manifesto, reconhecendo que o plugin tem vÁrias formas de ser bem utilizado. "De fato, a Adobe afirmou que acredita que o futuro da navegação web é o HTML5. Estamos apenas tentando ajudÁ-los a chegar lÁ mais rÁpido."

Pelo menos nos dispositivos móveis, a Adobe jÁ desistiu do Flash. Na semana passada, a companhia anunciou que vai parar de desenvolver novas versões do plugin para navegadores de smartphones e tablets, afirmando que o HTML5 "é a melhor solução para criar e implantar conteúdo em navegadores móveis".

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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