Facebook sofre com onda de imagens ofensivas e pornográficas

Durante a terça e a quarta-feira (14 e 15/11), usuÁrios do Facebook se depararam com uma grande quantidade de imagens explícitas, pornogrÁficas e com conteúdo violento nos seus murais de atualizações. Graham Cluley, consultor sênior de tecnologia na empresa de segurança Sophos, afirmou que, nesse período, "muitos usuÁrios reportaram ter visto imagens altamente ofensivas", mas admitiu que "como exatamente essas imagens foram parar lÁ e a causa para elas aparecerem ainda é um mistério".

O Facebook confirmou o ataque e assegurou, segundo o Computerworld, que jÁ conseguiu "limitar dramaticamente os estragos" e que estÁ procurando pelos responsÁveis.



"Nós passamos por um ataque coordenado de spam que explorou uma vulnerabilidade no navegador", afirmou uma porta-voz da rede. Sem identificar, porém, quais browsers foram atingidos, a companhia explicou que o ataque foi baseado em uma brecha de XSS, ou cross-site scripting. "Os usuÁrios eram levados a colar e executar um código JavaScript malicioso na barra de endereços fazendo com que, sem saber, eles compartilhassem o conteúdo ofensivo", explicou a representante da empresa.

Ainda segundo o Computerworld, o ataque pode ter sido possível graças ao clickjacking, técnica na qual pessoas mal-intencionadas inserem uma camada com botões "invisíveis" em uma pÁgina que, uma vez clicados, executam um código malicioso. O Facebook, por sua vez, afirma que desenvolveu mecanismos para tirar rapidamente as pÁginas maliciosas do ar, bem como as contas que tentaram explorar a vulnerabilidade.

UPDATE: A equipe do Facebook afirmou que conseguiu identificar os culpados pela onda de spams e que "estÁ  trabalhando em conjunto com as forças da lei para garantir que os culpados sofram as consequências". Ainda segundo a rede, o ataque foi controlado e os funcionÁrios da Área de engenharia desenvolveram ferramentas para bloquear os posts com as imagens com conteúdo violento ou pornogrÁfico.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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