Entrevista: 6 estreantes e 1 veterano no WCG 2011

Em meio a tantos jogadores, times favoritos e personalidades brasileiras no World Cyber Games 2011, sempre existem os estreantes, aqueles que, por mérito e habilidade próprios, conseguiram se destacar nas etapas regionais mais próximas às suas cidades e se classificaram para as finais nacionais e pan-americano do principal evento de games do mundo.

Conversamos com 7 desses jogadores: Nauê (Brasília - Guitar Hero 6), Lucas (Rio de Janeiro – Guitar Hero 6), Renan Martins (Rio de Janeiro – Guitar Hero 6), Jacob (Brasília – FIFA 11), Leonardo (Brasília – FIFA 11), Mário (Recife – FIFA 11) e Thiago (Goiânia – Guitar Hero 6). Com exceção do último, que possui patrocínio e recebe salário, todos são novatos na WCG e experimentam, pela primeira vez, a sensação de competir com os melhores praticantes de e-Sports do país.


Da esquerda para direita: Thiago (veterano), Nauê, Mário, Fábio (campeão
mundial de Guitar Hero),  Leonardo, Renan e Lucas.


Em 1:30h de conversa com o animado grupo, descobrimos suas vontades, rotinas, angústias, psicológico durante as partidas, planos para o futuro, tendências modernas da indústria e memórias da infância. Tudo, é claro, relacionado a jogos eletrônicos. Acompanhe a entrevista, a seguir.

ADRENALINE: Para vocês que são estreantes, qual a sensação de estar jogando no WCG e estar competindo com os melhores jogadores do país já que, agora, vocês também são classificados como tais?

Lucas: A sensação é ótima!

Renan: Estar aqui entre os melhores é diferente. É um aprendizado constante.

Nauê: É realmente fantástico estar por aqui e ter essa oportunidade. Antigamente, nos campeonatos, também tinha essa sensação de chegar nas finais nacionais. Depois, ver que você está lá após passar por uma peneira porque mandou bem é muito gratificante.

Leonardo: O que eu acho interessante é que antes de conseguir chegar aqui você acaba procurando material e assistindo cosias de caras que você já admira. Ai você chega aqui, conhece os caras e vê que eles jogam exatamente como você joga. A diferença é pouca e está tudo mais ou menos emparelhado.

A: E para você que já participou, Thiago, como tem sido a experiência?

Thiago: A experiência tem sido praticamente a mesma. A WCG não é só o jogo. Tem o hotel, que é super divertido. Tem o shopping que você passeia por todos os lados e passa a conhecer várias coisas e tal.

A: Existe algum tipo de obrigação que você tem que ter para melhorar de ano a ano e poder comeptir de igual para igual com os adversários?

Thiago: O nível sobe a cada ano, sem dúvidas.

Lucas: Com certeza. Cada jogo vem com um nível mais pesado em relação ao ano anterior.

Thiago: Se eu continuar no nível que eu estou, o Nauê vai me f* no ano que vem.... [risos] Então eu tenho que melhorar.

Nauê: Ele fala isso porque eu só treinei duas semanas antes de vir para cá.

Jacob: A gente que joga “FIFA 11”, por exemplo, sofre um bocado mais porque a engine muda a cada versão. É como se você começasse a jogar uma coisa nova do zero a cada ano.

A: Então por exemplo, com as novas versões do “FIFA” (12) e do “Guitar Hero”, você precisa se readaptar às novas mecânicas de jogabilidade para só então poder participar de campeonatos?

Thiago: Se você quiser se dar bem você tem q se adaptar tudo novamente. Não tem chance.

Mário: O FIFA não é tanto assim porque as três últimas versões foram bastante parecidas.

Leonardo: Desde 2008 o FIFA é praticamente o mesmo. Só alguns retoques foram feitos e nada demais na jogabilidade foi mexida. Só que agora é diferente. Com o 2012 eles quiseram fazer um jogo totalmente novo, com uma nova engine programada do zero.

Thiago: Se você for comparar as versões do Guitar Hero e começar a jogar mais logo você percebe que existem diferenças muito grande entre uma versão e outra. Muda totalmente a forma como você joga o game. Você não tem somente que jogar, precisa estudar o jogo. Existem partituras e tablaturas na internet que mostram exatamente onde você pode ganhar vantagem numa determinada parte de uma música por exemplo. Por isso, você tem q levar tudo em conta se quiser se dar bem.

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{break::Treinamentos}A: E vocês tem alguma rotina de treinamento ou costumam se dedicar dirariamente aos jogos para tentar ficar cada vez melhores?

Nauê: Eu praticamente nem duas semanas tive de treinamento. Eu tinha um Xbox 360 que queimou. Depois comprei um Playstation3  que queimou também. Ai peguei um Xbox 360 emprestado (nesse meio termo comprei outro PS3) para treinar também , mas eu tive um trabalho imenso na faculdade que não me deixou treinar mais.

Lucas: A minha última semana não deu pra treinar muito não. Mas antes disso eu jogava cerca de 5 horas por dia para me preparar bem.

Leonardo: No meu treino de FIFA eu chamo uns amigos, ligo o console viro a noite jogando.

A: Mas por exemplo, é um treinamento mais voltado para um hobby ou algo mais pesado com o intuito de chegar numa competição e mandar bem?

Jacob: Você sempre procura os melhores para jogar contra, né. Você não vai jogar com qualquer um porque não vai ser no mesmo nível.

Leonardo: Eu meio que misturo os dois: você está ali ao mesmo tempo se divertindo e sempre querendo aprender jogadas novas.

Thiago: É, esse ano eu consegui pegar mais sério porque eu conseguir arranjar um emprego de jogar “Guitar Hero”. Aí teve competição o ano inteiro e o patrocínio. Ai quando eu pego para treinar, no começo é realmente por hobby, mas falar que eu estou me divertindo o tempo todo eu estaria mentindo. Mas ai eu penso que, se eu chegar a competição e vencer, aí está a minha recompensa.

Nauê: Cinco horas é o que eu jogo numa semana, as vezes. Não dá muito tempo porque você tem faculdade e precisa trabalhar para arranjar dinheiro.

A:
Eu fui conversar com a equipe Mandic, bicampeões do Counter-Strike no Brasil, e descobri que no último mês antes da competições eles chegavam a treinar até 7 horas por dia para não perder o ritmo.


Equipe Mandic, favoritismo confirmado e atuais bicampeões do WCG Brasil.
Vaga confirmada no mundial da Coreia em dezembro.


Thiago:
Se você quer ser bom e estar no topo você tem que fazer isso mesmo.

Jacob: Eu fiquei sem videogame um mês antes do WCG e tive que voltar para o Playstation 2 e treinar com a última versão do FIFA nele.

Thiago: O problema mesmo é você encontrar alguém de nível para que você possa treinar com essa pessoa. Em Goiânia isso é impossível, por exemplo.

Nauê: Isso é realmente difícil.

Lucas: Concordo completamente. Encontrar alguém que você possa competir e realmente treinar junto é o mais complicado.

A: Mas vocês nunca pensaram em procurar alternativas para encontrar jogadores por exemplo em fóruns de inernet e nas grandes comunidades online?

Thiago: Ah sim, isso sempre tem. Mas jogando sozinho ou jogando com a pessoa a experiência é diferente. Se você jogar com outra pessoa, você se acostuma com aquela dinâmica.

Nauê: Você evolui nessa hora.  Comecei a jogar em bastante evento e o próprio pessoal convidava para participar. Foi assim que conheci mais gente e foi onde que mais evolui. Principalmente na hora do nervosismo. Eu aprendi a lidar com isso e hoje eu fico bastante tranquilo quando participo. Às vezes só fico mesmo afobado.

A: Tem muita gente, principalmente jogadores, que sempre pensa em crescer na vida jogando videogame. A profissão dos sonhos de muitos seria ganhar para ficar jogando. Algum de vocês tem o sonho de viver e fazer suas vidas apenas jogando jogos eletrônicos?

Nauê:
Não tenho porque o videogame não vai ser mais uma diversão nesse caso, mas uma obrigação.

A: Mas você não junta os dois lados da coisa, por exemplo?

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Nauê: Não porque você começa a ter pressão por resultados. Nesse caso é inevitável. E como eu acredito que não haja nada no mundo que não possa ser substituído, eu acredito que uma hora alguém vai me superar. E nessa hora eu vou perder o trabalho. Por isso eu prefiro ir para o “trabalho de verdade”, por assim dizer.

Thiago: O meu trabalho, que é participar dos eventos, chego a ficar 9 dias num Shopping. E eu Não posso perder nunca...

A: Como é que é? Você não pode perder?

Thiago: De maneira alguma. Se eu perder eu até vou ganhar um brinde, mas já pesa para o meu lado. Não é para eu perder. É para eu ser o melhor do melhor e pronto. Eu não tenho uma opção de fracassar, por exemplo. Mas não tenho nada contra a possibilidade de trabalhar jogando, que é o que eu faço atualmente.

Leonardo: Eu ficaria feliz da vida de jogar “FIFA” todos os dias.

Renan: Eu não teria nada contra de trabalhar jogando.

Jacob: Eu nem sabia que existia esse lance de trabalhar jogando.

Leonardo: Não aqui no Brasil, né. Porque lá fora existem profissionais que ganham jogando “CS”, e “StarCraft”.



Thiago: Mas esses caras são o extremo da coisa. O cara mais bem pago de “StarCraft”no mundo, por exemplo recebe US$ 840 mil só de patrocínio. Fora as premiações.

Leonardo: Mas é como eu falei. Os caras treinam cerca de 12 horas.

Thiago: E eu tenho certeza que ele não é motivado pelo dinheiro. É porque ele gosta de jogar mesmo.

Leonardo: Deve ser por isso que esses caras se dão bem. Porque jogam por se divertir mesmo, sem ficar pensando no dinheiro.

Nauê: Já eu acho que ia ficar maluco. Porque se eu penso no dinheiro, a pressão vai me derrubar e eu não vou conseguir jogar bem. Por isso eu prefiro ver essa questão do hobby. Até porque eu gosto de estudar e dar aula. E eu realmente gosto dessa vida. Jogar é ótimo? Sem dúvida. Mas chega uma hora que não dá mais e a própria cabeça muda a ponto de você não conseguir acompanhar mais.

Thiago: Vai começando a deixar de ser divertido aos poucos.

Nauê:
Tem cara, por exemplo, que se dedica tanto a isso que está muito mal na escola. É a partir daí que você começa a enxergar o lado não tão bom do compromisso de jogar profissionalmente.

{break::Questão psicológica}A: E como funciona o psicológico de vocês durante as partidas?

Mário: Tem horas que você é realmente afetado e só faz cagada: a bola insiste em não entrar, você erra passe de bobeira, faz lances que não estavam planejados.

Leonardo: Você vê na hora que os caras mais top têm o mesmo jogo da gente. Mas a diferença é que, se eu chego na cara do gol e eu erro, entro em desespero. E ele tem a capacidade de repensar a jogada para construir uma nova oportunidade de gol, as vezes até mesmo com o mesmo lance.

Nauê: Eu acho que o psicológico é tudo. Não tem como escapar disso. Tem horas que você faz alguma jogada e não entende porque ainda assim você a fez e insistiu para fazê-la. Vai muito do momento também. Ou soltar um golpe que não tinha intenção e nem o momento era propício para isso as vezes acontece também. Isso pode acabar prejudicando toda a partida e o seu desempenho. No Guitar Hero, por exemplo, você erra uma nota ou uma sequência de Star Power pode ser o carimbo da sua derrota.

Thiago: Mas sabe uma coisa mesmo que eu odeio no Guitar Hero? É o preconceito. As pessoas chegam para você e dizem “cara, larga isso...porque você não vai tocar um instrumento de verdade?”.  Nunca vi ninguém mandando um cara que joga CS pegar uma arma e sair atirando nas pessoas.

A: Talvez seja o mesmo tipo de preconceito com quem joga games casuais que utilizem sensores de movimento, como por exemplo o Wii (WiiRemote), o Playstation Move o Kinect com seus jogos de esporte, dança e academia.



Thiago: Mas isso acontece porque pensam que o jogador de Guitar Hero pensa que está tocando uma guitarra de verdade. E não é bem assim. Tem que ser muito retardado para pensar assim apenas por apertar cinco botões coloridos numa guitarra-joystick de plástico.

Nauê: Um amigo meu também pensa assim e já disse “porque você não começa a tocar uma guitarra de verdade? Se você gastasse esse tempo desde 2008 quando você começou a jogar isso e ter investido numa guitarra de verdade, imagina só como você estaria hoje”!?. E eu respondi: ué...é porque Não é videogame e eu não estaria me divertindo. Eu não quero ser músico ou superstar. Quero é jogar videogames.

{break::E daqui a cinco anos?}A: Vamos supor agora daqui a cinco anos. Como vocês se vêm nas competições de jogos eletrônicos?

Thiago: Não pretendo estar mais aprticipando e me dedicando a isso. Por mais que possa dar algum futuro, é como o Nauê falou. A partir do momento que vira trabalho, fica chato. Eu quero é jogar sossegado aqui meu “Call of Duty” e isso já seria o suficiente.

Nauê: Talvez eu até continue jogando em competições nacionais. Isso proque você tem é que ter paciência para competições, pois muitas vezes você fica no tédio esperando por horas sua vez chegar  e, se você der uma saída, o vacilo pode significar sua derrota por WO. Eu me vejo trabalhando em outra coisa, ganhando meu dinheiro para comprar meus vidoegames e jogos.

Renan: Acho que 5 anos é um período muito longo para pensar nisso. Num ano você fica a fim de fazer uma coisa. No outro, os interesses já podem mudar.

Jacob: Eu entrei na WCG e estou aqui para me divertir, entendeu. Talvez ano que vem eu compre um novo console e termine a faculdade de vez. É complicado definir assim...

Leonardo: Isso me lembra a época da minha infância em que eu tinha um Master System e não precisava me preocupar com muita coisa além de estudar e jogar por pura diversão.

Thiago: Tem gente, inclusive, que diz que nós perdemos a infância por estarmos jogando. Não perdi coisa nenhuma.

Nauê: Eu também não. Eu tive muita infância!

Thiago: Na infância eu tinha muito tempo livre. Chegava em casa da escola e tinha umas 10 horas livres para fazer o que quiser.  Se eu me divertia umas 5 horas jogando já era muito tempo.  Curtia mesmo é de brincar descalço na rua, cortando o pé, de vez em quando.

Leonardo: Brincava é de “polícia e ladrão” no final de semana. Quando jogava, era apenas alguns momentos que a galera se reunia lá em casa para jogar um “Winning Eleven”. Quando enjoava, lá íamos nós para a rua outra vez correr, jogar futebol e outras brincadeiras. 



Nauê: Eu sempre fui criado em condomínio. Chegava sexta a noite, chegava da escola, tomava um banho e o que combinava com a galera? De ir jogar claro, num andar abaixo de onde eu morava. E nós jogávamos, por exemplo, das 9 as 11 (da noite) e parecia, assim, muito tempo.  Zerava jogo nesse tempo. Era legal pra caramba!

A: E qual a lembrança mais retrô que vocês têm por jogarem quando pequenos?

Thiago: Lembro do meu Master System, com certeza!

Nauê: Pitfall!

Todos juntos: Super Nintendo, Mega Drive, Nintendo 64 e Playstation.

Nauê: Aquele Enduro era um jogo que me dava muita raiva.

Leonardo: O Master System também me traz lembranças ótimas. Só que tive que vender e eu era muito viciado no Phantasy Star.  O problema é que eu comprei um adaptador que entrava em um segundo adaptador que se encaixava num terceiro adaptador. Mas não dava para salvar o jogo! E o jogo era muito viciante e era difícil demais. Tinha um labirinto que só se via o que estava à frente e não havia mapa. O meu sonho era zerar esse jogo e dormia sonhando em zerar. Eu lembro que um dia cheguei no último chefão e botei um paninho sobre o videogame mas não o desliguei. Minha vó viu que tava ligado, puxou o fio e acabou com a minha aventura! Nossa, ai nunca mais joguei.

Thiago: Acho que a dificuldade era a tesão dos jogos de antigamente. Acho que foi exatamente isso que me atraiu para o “Guitar Hero”.

Nauê: Jogo antigamente não era para criança não. PQP, aquele "Ghosts `n Goblins”...

{break::Tendências modernas da indústria}A: Hoje em dia, quando vocês zeram um jogo, vocês têm aquela “neura” de fazer 100% no game ou jogam na boa e logo deixam de lado?

Thiago: Eu tenho!

Nauê: Eu tenho e fico louco quando eu esqueço alguma coisa pelo meio do caminho que era para ter coletado...

A: Por que, por exemplo, hoje o Xbox 360 e o Playstation 3 (PC incluso) têm aquele sistema de conquistas (achievements/troféus). Alguém gostar de ficar caçando essas recompensas, assim como eu?



Thiago: Tipo, se valer a pena, eu vou atrás. Mas não é algo que tenho como prioridade não.

[Alvoroço e discussão generalizada no meio termo]

A: Alguém já fez alguma loucura só para poder destravar uma simples conquista?

Thiago: No Guitar Hero eu geralmente fecho e destravo alguma, mas é meio sem querer assim.

Nauê: Por troféu não fico louco, não...

Thiago: Eu tenho um amigo que tem 80 platinas no PS3!

A: Eu tenho 25 e já me acho bom....

Nauê: Agora, quando eu zero um jogo e se eu me toco que esqueci de um baú numa situação que eu não vou poder retornar eu fico p* de raiva. Ai eu apago aquele save e recomeço do zero!

Leonardo: Eu acho que as vezes eu posso ser bastante neurótico. No “Mass Effect”, por exemplo, tudo o que você faz no primeiro é refletido durante a história do segundo e vai influenciar no terceiro. Eu ainda não joguei o dois, mas no meu save do “1” eu rejogo sempre que posso porque eu acho que eu sempre posso melhorar. Foi um dos primeiros jogos que eu fiz 100%.

Thiago: Esse esquema da platina ai é o mesmo do Guitar Hero. Você não sossega enquanto não pegar os 100% e destravar tudo. 

Leonardo: Quando você a conquista pipocando na tela a sensação é muito boa ouvir aquele barulhinho do desbloqueio: "plimmm".

A: Esse som é épico, pois você sabe que fez exatamente tudo o que jogo proporciona e tem a oferecer, incluindo alguns extras que não estavam previamente no script. E o mais legal é que eu posso mostrar o meu rendimento e compartilhar experiências com a minha conta online.

Leonardo: Mas o tenso é quando as coisas começam a complicar. No “Gears of War 2” que você tem que matar 200 mil inimigos durante o jogo! E eu já zerei o jogo umas dezes vezes e só eliminei 30 mil... E isso são quase 100 horas jogadas!

Nauê: Mas tem aquele ditado quue diz: “não sabia que era impossível, foi lá e fez”.

[Risos generalizados]

Nauê: Isso acontece muito comigo. Ainda mais quando tem algumas revistas ou sites que dizem que é impossível liberar isso ou aquilo. Mas ai você joga sossegado e, do nada, destrava a conquista. Foi assim que aconteceu quando fui jogar na Live (Xbox), matei um moleque e destravei uma conquista que falava que eu tinha matado um dos produtores do jogo!

A: Acho que tem muita coisa que não chega a ser nem difícil, mas é demorado. E isso pode parecer que aumenta a dificuldade das coisas, mas na verdade, pode deixar entediante ou repetitivo demais.

Leonardo: E isso fica mais difícil nas partidas online. Ainda mais nos jogos mais antigos, onde a galera some...

A: Pessoal, já temos mais de 1:30h de conversa. Para fechar, gostaria que vocês citassem o jogo da vida de vocês, aquele preferido que até hoje é imbatível nas suas experiências como jogadores.

Nauê: O jogo que me marcou foi “Mega Man X”, a série. Ah, o “Kingdom Hearts” também. Na primeira vez que vi pensei “que diabos é essa mistura de ‘Final FantasyÂ’ com 'Disney'”? Mas quando eu comecei a jogar foi compulsivo e não parei até zerar. Claro que eu dormi, mas...

Lucas: O que mais me marcou e o que eu mais joguei foi a série “Resident Evil”. Mas o “Code Veronica” tem um lugar especial.



Renan: Acho que foi “Final Fantasy”, principalmente o 7. É o clássico para mim.

Jacob: Ish, cara, não sei não...  Mas sem ser “FIFA” acho que foi “Metal Gear Solid”.

Mário: Desde que eu me entenda por gente é “FIFA”.

Leonardo: Não que seja meu jogo preferido, mas o que mais me marcou foi o “The Sims”. Mas jogo de console mesmo, o que eu mais gostei e é meu preferido é o “Metal Gear Solid 3”, que eu não sosseguei enquanto não fechei. Levei umas 14 horas na primeira vez.

Thiago: “GTA: San Andreas”, com certeza. Contando com “Guitar Hero”, foi o jogo que eu mais joguei na vida.

A: Já está tarde [quase 2 da manhã]. Vou deixar vocês treinando mais para as competições do terceiro dia. Obrigado mesmo pela conversa e sucesso para todos vocês no WCG 2011!

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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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