7 em cada 10 empresas no Brasil restringem acesso a websites e aplicações devido a segurança

Uma pesquisa encomendada pela Unisys à IDC sobre o uso de tecnologias móveis pessoais no ambiente corporativo aponta que 7 em cada 10 empresas no Brasil restringem o acesso a determinados websites e aplicações por preocupação com a segurança. O limite é imposto aos dispositivos móveis (tablets, smartphones, laptops, etc) usados pelos funcionÁrios para trabalhar. O estudo ouviu 101 executivos de TI de diversas empresas localizadas nas principais cidades do Brasil.

Por outro lado, o levantamento  indica que as empresas no Brasil reduziram a implementação de algumas medidas de proteção dos dados, em comparação com os resultados da mesma pesquisa realizada em 2010. Quando questionadas sobre as ferramentas e políticas de segurança utilizadas para assegurar suas informações, 44% das companhias no País disseram requerer treinamentos aos seus funcionÁrios, ante 68% das organizações que responderam o mesmo no ano passado.  Em 2011, 42% das empresas consultadas no Brasil afirmaram publicar guias de uso de redes sociais, enquanto em 2010 esse número era de 59%. A média global entre as demais nações que integraram o estudo diz que 52% das organizações no mundo requerem treinamentos de funcionÁrios e 46% desenvolvem guias para a utilização de mídias sociais no ambiente corporativo.

Neste ano, 94% das empresas consultadas no Brasil disseram que a atualização automÁtica de antivírus é uma das precauções tomadas para proteger suas informações e 87% das companhias entrevistas no País também afirmaram que investem na alteração de senhas regularmente, como medida para evitar o acesso indevido aos seus dados, o que faz do Brasil um dos países que mais adotam essas prÁticas.

"As questões relacionadas à segurança seguem como um dos fatores que mais preocupam os executivos de TI. Entretanto, as ações tomadas continuam bastante voltadas às ferramentas e proibições", afirma Paulo Roberto Carvalho, diretor de negócios de outsourcing da Unisys Brasil e América Latina.. "Metodologias, processos e sistemas de segurança inteligentes requerem maior atenção por parte destes executivos. Só assim serÁ possível assegurar a integridade e confidencialidade das informações corporativas", completa Paulo Roberto.


Quando perguntadas a respeito da permissão para seus próprios funcionÁrios adquirirem os equipamentos e utilizarem no ambiente corporativo, 82% das companhias consultadas no Brasil afirmaram que não aderem a essa prÁtica por preocupação com a segurança e 59% disseram que hÁ desafios no desenvolvimento de políticas corporativas para adotar essa iniciativa. Além disso, 69% das organizações entrevistadas no País mencionaram a preocupação com os vírus em redes sociais. Apenas 3% das empresas consultadas não apontaram nenhum inconveniente quando pensam nesse modelo.

Neste sentido, 83% das companhias consultadas no Brasil classificaram como importante ter um programa para proteção das informações da empresa e 78% também indicaram como importante um programa contra a difamação de seus funcionÁrios ou de sua imagem no mercado.  De certa maneira, esta tendência foi identificada também nos demais países pesquisados.

Para conhecimento: globalmente, foram consultados aproximadamente 2660 iWorkers e cerca de 560 líderes de Áreas de TI de nove países (incluindo o Brasil).

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  • Redator: Filipe Braga

    Filipe Braga

    Filipe Braga é um cearense extremamente simpático formado em Ciências da Computação e apaixonado por computadores e tecnologia em geral. Também participa de reviews de hardware, especialmente placas de vídeo, processadores e placas mãe.

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