Aumentam as ameaças das botnets e dos malwares bancários para Android

O crescimento do número de malwares em 2011 foi o maior na história, conforme a McAfee. "Desde que começamos a atuar, não tínhamos visto um crescimento tão grande como o que ocorreu no último ano", afirma José Roberto Antunes, gerente de engenharia de sistemas da McAfee Brasil. Atualmente, a empresa contabiliza mais de 60 milhões de malwares, dos quais 20 milhões surgiram somente neste ano.

Além disso, a forma de lidar com os códigos maliciosos mudou. Malwares tradicionais causam problemas no sistema e logo são detectados porque impactam o desempenho da mÁquina. Agora, surge um novo tipo de ameaça, classificado como persistente e avançado. Esse tipo de ataque é sofisticado e extremamente direcionado, normalmente a grandes organizações. É organizado por inimigos motivados, "não por brincadeira, mas hÁ um motivo por trÁs desse ataque. E normalmente existe um financiamento envoldido", explica Antunes.



Como exemplos, o especialista cita a Operação Aurora que, no início do ano passado, chegou a atingir até mesmo o Google. Através do envio de e-mails maliciosos a pessoas com altos cargos em empresas, os cibercriminosos tentavam explorar os sistemas das vítimas através de vulnerabilidades 0-day. Outros casos foram o da Operação Night Dragon, que atacou empresas de energia e gÁs, e a Shady RAT, que se espalhou por 14 países e afetou 72 empresas de todos os tipos e tamanhos. A maior parte delas (22) eram ligadas a órgãos do governo, enquanto companhias contratadas pelos Ministérios da Defesa ficaram em segundo lugar, com 13 ocorrências.

O perigo dentro de casa
Não são só grandes empresas que devem tomar cuidado com os ataques. UsuÁrios comuns também estão na mira dos cibercriminosos, especialmente motivados pelo desejo de conseguir dinheiro fÁcil, como mostramos no nosso especial sobre a estrutura do cibercrime brasileiro.

Essas motivações levaram a um aumento exponencial no número de códigos maliciosos para plataformas móveis, principalmente o Android. A quantidade de ataques contra a plataforma do Google cresceu 238% desde dezembro de 2010. José Matias, gerente de suporte técnico da McAfee para a América Latina, destaca que o Symbian ainda é campeão no número de malwares, mas o Android é o que mais cresceu nos últimos meses. Quanto ao iOS, "nenhuma ameaça foi identificada no segundo trimestre, o que não significa que o sistema não tenha suas vulnerabilidades. Principalmente em aparelhos com jailbreak", ressalta Matias.



Entre as ameaças mais perigosas para o Android, estÁ o "DroidDream", primeiro cavalo-de-troia anexado a aplicações, desenvolvido para roubar dados e receber instruções de um servidor de comando. Graças a ele, mais de 50 apps contaminados foram removidos do Android Market. O caso do "09Droid" é ainda mais ameaçador: era um aplicativo falso vendido a US$1,49 que fingia estar associado a mais de 35 bancos, mas, na realidade, apenas roubava as credenciais de acesso das vítimas.

Computadores-zumbi
Os usuÁrios domésticos também podem colaborar para ações nocivas na web sem nem se dar conta disso. Isso ocorre devido às botnets, que são formadas por milhões de computadores-zumbi infectados, como explicamos no nosso artigo sobre o assunto. "Ataques contra sites do governo só podem acontecer por causa delas", ressalta Antunes.

Em relação aos supostos vazamentos obtidos por meio desses ataques, pelo menos, ainda não hÁ muito com o que se preocupar. "Muitas das informações divulgadas por esses grupos como resultado de seus ataques são na verdade informações públicas disponíveis e acessíveis em sites ou mesmo realizando uma simples busca na Internet", afirma o especialista. "Portanto, até agora, os dados não foram obtidos por meio de um ataque mais sofisticado que visaria a roubo ou vazamento de informações".

Como os malwares que transformam PCs em bots não são facilmente detectados, jÁ que não causam lentidão nem outros problemas no computador, o usuÁrio precisa ficar atento para não participar dessas atividades maliciosas. Além de manter um antivírus sempre atualizado, é imprescindível também ter um firewall e, é claro, tomar muito cuidado com os links recebidos.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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