ESET alerta para os cuidados em redes Wi-Fi públicas

Em todo o mundo, existem mais de dez milhões de pontos de acesso Wi-Fi pagos ou gratuitos e quase metade dos usuÁrios de Internet jÁ se conectou através de um dispositivo portÁtil, segundo estudos feitos pelo Online Security Brand Tracker, um projeto mundial de pesquisas realizado pela ESET e desenvolvido pela InSites Consulting.

Os notebooks são os mais usados, com 41% dos resultados, seguidos por netbooks, smartphones e tablets. Com esses equipamentos, as pessoas podem ficar online em qualquer lugar, mas é importante estar consciente dos perigos que representam este tipo de conexão para a segurança da informação.


"Usar uma conexão de graça em algum lugar que não frequentamos, como um aeroporto, pode parecer um modo eficaz de resolver a nossas tarefas diÁrias quando contamos com tão pouco tempo para buscar alternativas mais seguras", afirma Cameron Camp, pesquisador da ESET. "Porém, pode ter um custo alto, uma vez que as informações de acesso e o trÁfego da rede podem ser espionadas e capturadas e os dados que estão sendo transmitidos, roubados", alerta.

Existem diversas ameaças que podem se propagar através de uma conexão Wi-Fi. O sniffing, por exemplo, é um software ou hardware que pode capturar e guardar o trÁfego de uma rede. HÁ ainda a técnica da fuga de informação, na qual os cibercriminosos podem modificar o trÁfego para obter dados confidenciais, como informações bancÁrias.

Pessoas mal intencionadas ainda podem configurar redes para simular uma conexão Wi-Fi segura e, assim, interceptar os acessos através do que se chama de rede "gêmea". Por fim, ainda é possível realizar tentativas de ataque 0-day aos sistemas operacionais e aplicativos instalados na mÁquina da vítima, buscando vulnerabilidades previamente desconhecidas e ainda não corrigidas.

Conforme a ESET, é importante ter algumas precauções quando se trata de uma rede sem fio com nome desconhecido ou semelhante ao de uma rede jÁ conhecida. O mesmo ocorre em casos de redes que não exigem uma senha para acesso.



"O truque acontece por meio de uma tecnologia proxy, que intercepta, captura e armazena uma cópia das comunicações Wi-Fi no equipamento do cibercriminoso, enviando logo em seguida a informação a uma rede sem fio segura", explica Camp. "Isso desacelerarÁ o trÁfego no equipamento, mas em caso de conexões muito congestionadas é difícil saber se estamos sendo vítimas de um ataque ou se simplesmente hÁ muitos usuÁrios conectados ao mesmo tempo", complementa.

Entre as medidas que podem ser adotadas em locais públicos de conexão, estÁ assegurar-se de que o envio dos dados seja feito por meio de conexões de protocolo seguro como o https. Também é recomendÁvel usar uma rede privada virtual (VPN, do inglês Virtual Private Network) para que os dados trafeguem de forma criptografada, evitando o acesso por cibercriminosos.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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