Ataques de phishing roubam milhas aéreas

Os cibercriminosos arrumaram mais coisas para roubar via web: agora, até as milhas aéreas acumuladas em programas de pontos estão na mira de pessoas mal intencionadas, como alerta o Kaspersky Lab.

Os ataques são direcionados aos clientes das companhias aéreas brasileiras e envolvem o envio em massa de mensagens de phishing que prometem, entre outras coisas, mais pontos nos programas, viagens gratuitas ou supostos prêmios. Alguns casos ainda incluem cavalos-de-Troia que direcionam as vítimas para sites falsos.



Como é de praxe nos ataques de phishing, os criminosos registram domínios maliciosos que hospedam pÁginas parecidas com as oficiais, quando, na verdade, não têm relação alguma com a empresa. Todos solicitam o número de cadastro e a senha do cliente, que, uma vez informados, irão parar nas mãos dos cibercriminosos. Com isso, as milhas podem ser roubadas.



Algumas vítimas do golpe relataram ter perdido o equivalente a R$12 mil em milhas. Os bilhetes foram emitidos por terceiros como se fossem a própria vítima. Ou seja, alguém viajou bastante com os pontos acumulados por quem utiliza os serviços das empresas. "De modo geral, não é possível transferir os pontos a terceiros, porém os cibercriminosos conseguem emitir os bilhetes em nome de laranjas ou por meio de documentos falsos", explica FÁbio Assolini, analista de malware do Kaspersky Lab Brasil.

O especialista ainda nota que, nos últimos ataques, os pontos não são utilizados apenas para viagens, mas também como moeda de troca. Em canais de IRC, os criminosos negociam, por exemplo, o acesso a uma botnet brasileira composta de mais de três mil mÁquinas-zumbi com capacidade ilimitada de spam. O "negócio" é feito em troca de 60 mil milhas. Os pontos também podem ser trocados por cartões de crédito roubados.

Para evitar cair nesse tipo de armadilha, é essencial não clicar em links que prometem recadastro ou prêmios. Em caso de dúvida, a recomendação é entrar em contato diretamente com a companhia aérea.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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