iPhone com case especial ajudará polícia americana a identificar suspeitos

Um policial pega um smartphone, tira uma foto de um suspeito e sem demora recebe todo o seu histórico criminal. Para ter certeza das suspeitas e receber informações mais detalhadas, o mesmo aparelho é utilizado para escanear a íris da pessoa capturada. Parece coisa de cinema, mas na verdade o sistema estÁ prestes a ser aplicado à polícia dos Estados Unidos.

A case MORIS é acoplada a um iPhone e funciona em conjunto com um aplicativo especial. Para reconhecer a face de um indivíduo, basta tirar uma foto em uma distância de até um metro e meio do acusado. O sistema, então, analisa por volta de 130 pontos do rosto, como a distância entre os olhos e o nariz, e compara com o banco de dados da polícia para procurar correspondências.



Para um resultado mais preciso, o acessório pode ser colocado a cinco ou seis polegadas dos olhos do suspeito para fotografar a sua íris. Através da anÁlise de 235 aspectos únicos, a tecnologia usa um algoritmo para encontrar a identidade da pessoa, caso ela jÁ esteja no banco de dados.

O MORIS ainda inclui um pequeno retângulo de metal para coletar impressões digitais. Cerca de mil dispositivos como esse chegarão a 40 organizações policiais em setembro, cada conjunto custando US$3 mil. A empresa responsÁvel, BI2 Technologies, também planeja uma versão para Android.

Apesar de jÁ ser utilizado em operações militares e outras Áreas muito restritas, o sistema gera discussões em torno de alguns direitos fundamentais, especialmente à privacidade, como nota o Electronista. Para tirar uma foto, pode-se exigir que o policial tenha provas ou suspeitas suficientes para acreditar que alguém é um criminoso, mas existe a preocupação de que a tecnologia possa gerar, eventualmente, evidências falsas.



A BI2, porém, ressalta que não controla os dados e que, portanto, não farÁ mal uso dele. Todas as informações virão dos bancos de dados das prisões.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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