Funcionário da Foxconn morre de exaustão

Mais uma história triste envolvendo o nome da Foxconn acaba de aparecer. Chen Long, um jovem de 23 anos que trabalhava na fÁbrica da empresa, na China, faleceu após uma semana de 60 horas de trabalho.

O jovem trabalhava das 7 horas da manhã às 7 da noite, além de cumprir mais dez horas aos sÁbados, como conta o M.I.C. Gadget. Ele trabalhava nesse regime desde agosto de 2010, quando ingressou na companhia, e chegou a desmaiar de extausão em outras ocasiões.



No dia 24, em um dos seus domingos de folga, o rapaz acordou tonto e sem apetite. Após fazer uma leve refeição, sentou-se no sofÁ para descansar e assistir à televisão. No final da tarde, Chen caiu inconsciente durante o banho. Sua namorada prontamente chamou uma ambulância e, quando os médicos chegaram, confirmaram que o jovem jÁ estava morto.

Ainda segundo o site, Chen era o único responsÁvel por ajudar a família financeiramente, o que incluía seus avós e seus pais, que precisavam de dinheiro para tratamento médico. Eles chegaram a pedir assistência à Foxconn, que prometeu fornecer a eles quartos e 300 iuans diÁrios, o que equivale a cerca de US$46.


Familiares protestam em frente a uma loja da Nokia, uma das empresas que utiliza a mão-de-obra da Foxonn

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"Foxconn, por favor devolva meu filho. Eu imploro ao governo que faça justiça pelos cidadãos", diz a faixa

A legislação chinesa proíbe que a jornada diÁria de trabalho exceda as oito horas e o total de horas por semana não pode passar de 44. Mas a Foxconn é conhecida por desrespeitar as normas e submeter seus funcionÁrios a muita carga extra. O grupo de ativistas chineses Students & Scholars Against Corporate Misbehaviour (SACOM) chegou a afirmar que a fÁbrica não atende a padrões mínimos de qualidade no trabalho.

Em 2009, um funcionÁrio da empresa cometeu suicídio após ter sido acusado de roubar um protótipo do iPhone 4. Após esse acontecimento, ocorreram mais 17 suicídios ao longo de 2010, o que gerou rumores de que a companhia estava fazendo seus funcionÁrios assinarem pactos contra a prÁtica. A Foxconn, no entanto, nega a informação.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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