Zeebo Inc. oficializa a morte do videogame brasileiro

Não restam mais dúvidas. O Zeebo, videogame brasileiro fruto de uma joint-venture entre a Tectoy e a Qualcomm, vai deixar de ser fabricado e a empresa responsÁvel, a Zeebo Inc., vai fechar as portas. Os donos do console terão até setembro para adquirir novos jogos, que serão vendidos a preços promocionais. Depois desse período, a rede 3G utilizada para distribuir os games serÁ desativada.

O fim era esperado desde a semana passada, quando foi divulgada a informação de que a Qualcomm, maior investidora do projeto, deixaria de investir no aparelho. Com o fechamento da empresa, seus cerca de 35 funcionÁrios serão dispensados.



"Em função do realinhamento estratégico dos negócios da Zeebo Inc., as operações da Zeebo Brasil e Zeebo Interactive Studios serão descontinuadas no país. A Zeebo agradece o grande apoio dos consumidores brasileiros ao sistema, aos conteúdos e serviços oferecidos desde o lançamento do produto", diz o comunicado oficial.

A empresa garante que o call center e os serviços de garantia e manutenção "serão mantidos conforme determina a legislação brasileira". JÁ a loja online, único canal de distribuição de games, jÁ que o Zeebo não utiliza mídias físicas, ficarÁ aberta até 30 de setembro deste ano. "A partir de agora e até essa data, preços especiais serão praticados a fim de oferecer aos proprietÁrios do Zeebo a oportunidade de adquirir novos títulos para seu sistema com valores reduzidos."

A companhia encerra o comunicado afirmando que "os conteúdos adquiridos pelos usuÁrios do Zeebo permanecerão ativos e disponíveis no sistema para uso a qualquer momento."

Lançado em 2009, o Zeebo foi o primeiro videogame genuinamente brasileiro e chegou a ser vendido também no México, na China e na Índia. Desde o anúncio oficial, tem sofrido críticas por parte da comunidade gamer, especialmente pela sua capacidade grÁfica muito longe de alcançar até mesmo consoles da geração passada, e pela disponibilidade de títulos jÁ ultrapassados e portados de outras plataformas, como "Tekken 2" e "Quake I". Além disso, vÁrios jogos do catÁlogo são adaptações das versões para celular.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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