Governo japonês impõe condições para restaurar PSN no país

Pouco a pouco, os serviços da Playstation Network começam a ser restabelecidos no mundo. Com exceção do Japão, que mantém a desconfiança frente aos ataques que a companhia sofreu desde o dia 20 de abril.

As autoridades japonesas exigiram esclarecimentos da Sony antes de permitir a reativação dos serviços online no país. "Nós nos reunimos com a Sony nos dias 6 e 13 de maio e basicamente nós queremos duas coisas da empresa", declarou ao Dow Jones Newswires o diretor do departamento de mídia e indústria de conteúdo do Ministério da Economia, Kazushige Nobutani.



A Sony só vai receber permissão para restaurar os serviços no Japão se deixar bem claras suas medidas preventivas para evitar novos incidentes. "Até o dia 13, a Sony não tinha executado completamente as medidas que eles anunciaram na conferência do dia 1º", afirmou Nobutani, sem fornecer maiores detalhes por questões de segurança.

A segunda exigência do Japão é que a companhia explique como planeja reconquistar a confiança dos seus clientes sobre os dados pessoais, especialmente as informações de cartões de crédito, que podem ter sido roubadas. "Existiram casos parecidos no passado com outras empresas e nós estamos questionando a Sony se suas medidas são boas o suficiente se comparadas às de casos anteriores", completa Nobutani.

Para acalmar os ânimos dos jogadores lesados, a Sony anunciou, no início do mês, que darÁ alguns "brindes", como acesso grÁtis à Playstation Plus, disponibilização de conteúdos gratuitos e, em alguns casos, o pagamento de indenizações e de tarifas de renovação de cartões de crédito. No entanto, a companhia não divulgou maiores detalhes e essas medidas não valem para todos os territórios. É o caso da América Latina, por exemplo, onde a Sony ainda estuda formas de compensar seus clientes.

Neste fim de semana, a Sony começou a restaurar os serviços em algumas regiões, a começar pelas Américas. Depois, pouco a pouco as funcionalidades voltarão ao normal na Europa, AustrÁlia, Nova Zelândia e Oriente Médio. Quanto ao Japão e os outros países da Ásia, a Sony ainda estÁ negociando com as autoridades.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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