Falhas na PSN podem custar até US$24 bilhões para a Sony

O possível roubo de informações pessoais dos usuÁrios da Playstation Network tem preocupado jogadores e especialistas em segurança. A rede continua offline desde quarta-feira passada (21/04), devido a um ataque que teria sido realizado por "intrusões externas", como afirmou a Sony.

A companhia admite a possibilidade de que dados de cartões de créditos dos utilizadores da rede tenham sido roubados. O instituto Ponemon, uma firma de pesquisa em segurança de dados, estima que o roubo de informações confidenciais custa às empresas uma média de US$318 por ocorrência. Se todos as 77 milhões de contas da PSN ficarem expostas a cibercriminosos, o prejuízo da Sony pode chegar a US$24 bilhões, como conta a Forbes.



O incidente não só significa horas e horas de jogatina online perdidas, mas traz à tona uma questão muito mais séria: a integridade dos dados sob responsabilidade de uma empresa desse porte. "Simplesmente, é uma das maiores brechas de segurança que jÁ vimos em muitos anos", avalia Josh Shaul, CTO da Application Security Inc, companhia nova-iorquina que desenvolve softwares de segurança de banco de dados.

Para Alan Paller, diretor de pesquisa no SANS Institute , uma organização de treinamento em segurança, explica que mesmo que os números dos cartões de crédito não tenham sido capturados, basta que um criminoso saiba o nome, endereço de e-mail e jogos preferidos de cada usuÁrio da rede para aplicar golpes por e-mail.

A Sony não explica as causas que estão deixando a PSN offline e nem tem certeza de quais dados podem ter sido roubados. A companhia segue pedindo desculpas aos jogadores e agradecendo a paciência e assegura que estÁ trabalhando para restaurar os serviços "o mais rÁpido possível" e para tornÁ-los "mais seguros do que nunca". A empresa, inclusive, jÁ estÁ sendo processada pelo ocorrido, o que irÁ exigir ainda mais dos seus recursos financeiros.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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