Acordo encerra processo de Sony contra GeoHot

A Sony e George Hotz, hacker que realizou o jailbreak do Playstation 3, acabam de fazer as pazes. Os dois entraram em um acordo e a companhia desistiu do processo contra o jovem, desde que ele não tente mais modificar nenhum console ou produto da empresa.

Conhecido como GeoHot, o hacker foi acusado de violar diversas leis, entre elas, a Lei dos Direitos Autorais, após publicar em seu site uma chave de desbloqueio e ferramentas que  permitiam aos gamers ganhar o controle completo do Playstation 3. O jailbreak desenvolvido por GeoHot permite aos usuÁrios rodar homebrews ou sistemas operacionais alternativos, como o Linux, no console. Além disso, é claro, o desbloqueio torna o videogame compatível com jogos piratas.



No acordo, o jovem aceitou não fazer "engenharia reversa, decompilação e nem desmontar qualquer parte de qualquer produto da Sony". Ele também se comprometeu a não tentar burlar nenhuma criptografia, mecanismo de autenticação ou qualquer medida de segurança. Cada infração vai custar ao hacker US$10 mil.

Hotz declarou à Wired que não pode comentar o assunto, sob o risco de quebrar o acordo. No entanto, ressaltou que não apóia a censura e que também não gosta de censurar a si mesmo. "Tenha certeza de que ainda estou lutando da melhor forma que conheço", afirmou.

Riley Russell, conselheiro geral da Sony, aprova a medida como uma forma de "proteger nossa propriedade intellectual e nossos consumidores". Para ele, a determinação firmada pelo acordo conseguiram fazer com que a companhia atingisse essa meta.

Nos últimos meses, a Sony conseguiu fazer com que GeoHot removesse as ferramentas do seu site. Nesta semana, a companhia virou alvo de ataques dos ciberativistas do Anonymous, que conseguiram, inclusive, tirar os sites Playstation.com e Sony.com, além de interromper as atividades na Playstation Network.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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