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"Metaverso baseado em blockchain" não é garantia de sucesso para o CEO da Take-Two

Strauss Zelnick fala de seu "ceticismo" acerca do assunto
Créditos: YouTube/Throneful

Na mesma entrevista em que disse que "não faz sentido" colocar jogos lançamentos em serviços de assinaturas, o CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, disse também que não acredita que metaverso seja algo que vá dar certo nos jogos. Para ele, investir em "palavras populares" não costuma terminar com "ótimos resultados".

Em entrevista ao GamesIndustry, Strauss Zelnick disse que é "sempre cético sobre 'buzzwords' (palavras que estão na moda/evidência), porque eles significam coisas diferentes para pessoas diferentes, e as pessoas investindo nelas provavelmente não terminam tendo ótimos resultados".

Strauss acredita em mundos digitais que entretém

O CEO da Take-Two acredita nos mundos virtuais e diz que a empresa detém entre os maiores que existem hoje. "Eu não cético sobre grandes mundos interativos, dinâmicos e que entretém, porque nossa empresa é responsável por ter, no mínimo, três deles. O maior da Terra, Grand Theft Auto Online, e Red Dead Redemption Online e então NBA 2K online, e outros que virão", disse Zelnick.

Strauss diz que acredita muito que as "pessoas vão para o mundo digital para serem entretidas" e que se é oferecido uma "super experiência que entretém", as pessoas vão atrás disso. Porém o que ele não acredita mesmo é que somente a palavra "metaverso" se torna uma estratégia de negócio de uma empresa.

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"Eu acho que meu ceticismo está (no fato) de que toda empresa, de repente, acredita que ao dizer a palavra 'metaverso' junto com sua estratégia de negócio, isso vá significar que, de alguma forma, eles serão transformados e o nirvana estará esperando por eles, e naturalmente esse não é o caso", explica o CEO da Take-Two.

Ele conta que criar entretenimento é "difícil, custa muito dinheiro e leva muito tempo e existe muito risco envolvido". "Então quando uma empresa que não existia há dois anos atrás chega lançando um papel branco, um metaverso baseado em block-chain e vende centenas de milhões de dólares em imóveis digitais em um período de dois dias, claro, eu sou um pouco cético", complementa.

"A questão não é se, a questão é quando, e quando muito dinheiro é jogado em uma palavra, e já tem um pouco disso acontecendo, você pode provavelmente adivinhar como isso vai terminar para muitas pessoas e eu acho que a resposta é 'nada bem'". 

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Zelnick segue dizendo que não acredita que todo metaverso vá falir, mas que também não são garantia de sucesso. "Claro que eu acredito que haverão inúmeros sucessos e espero que estejamos entre um contínuo grupo de empresas que irão ter sucesso".

Para o CEO da Take-Two, somente ao chamar algo de metaverso não é garantia de que vá ter valor e "na ausência da criação de valor para o consumidor, não tem nada lá".

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Via: VideoCardz
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  • Redator: Raphael Giannotti

    Raphael Giannotti

    Entusiasta de JRPG, viveu a era de ouro do gênero nos anos 90. Fã incondicional de Zelda e Final Fantasy, hoje garimpa as bibliotecas de PC em busca de jogos épicos como esses. Enquanto não acha, zera tudo (ou quase) o que vê pela frente. Hobby atual: jogar o máximo de souls-like e metroidvania. Jornalista formado pela UFMA, gamer desde 1991.

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