Cientistas estudam viagem no tempo com acelerador de partículas

O LHC (Large Hardron Collider), além de contribuir para as pesquisas que buscam compreender a origem de partículas elementares, pode se tornar a primeira mÁquina do tempo do mundo.

Uma equipe de cientistas da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, desenvolveu uma teoria que prevê a possibilidade de utilizar o LHC para enviar ao passado uma partícula hipotética, chamada de singleto de Higgs.


O laboratório do LHC fica em um túnel de 27km de circunferência na fronteira entre a França e a Suíça


Evidentemente, existem algumas questões que ainda precisam ser esclarecidas, especialmente a comprovação da existência do singleto, segundo informações do site MSNBC. O aspecto animador é que, conforme os cientistas, suas conjecturas estão de acordo com o que a ciência conhece hoje. "Nossa teoria é um tiro de longa distância", admite Tom Weiler, um dos estudiosos. "No entanto, ela não viola nenhuma lei ou restrição da física", assegura.

Uma explosão de partículas
O singleto de Higgs estÁ relacionado a outra partícula hipotética, o bóson de Higgs, que é um dos objetivos do LHC. Pesquisadores acreditam que, ao encontrar essa partícula, poderão explicar por que prótons, elétrons e nêutrons têm massas diferentes. Apelidado de "Partícula de Deus", o bóson de Higgs é a peça que falta para explicar a materialidade do mundo.

O LHC funciona como uma espécie de "simulador" do Big Bang, acelerando partículas em altos níveis de energia, até que elas se choquem e liberem uma enorme quantidade de outras partículas, que são detectadas e estudadas pelos cientistas. Uma das partículas que os estudiosos procuram é o bóson de Higgs.

Uma viagem restrita
Se a teoria dos pesquisadores de Vanderbilt estiver correta, o LHC deve liberar não só o bóson, como o singleto de Higgs. Esta seria a única partícula capaz de "viajar" através das três dimensões normais que todos nós conhecemos, entrando em dimensões paralelas. Posteriormente, o singleto retornaria para as nossas dimensões em pontos que poderiam ficar no passado ou no futuro em relação ao momento em que elas foram liberadas.

Mas não pense que você verÁ um legítimo DeLorean com viajantes do tempo perdidos pedindo informações por aí. Weiler afirma que um dos pontos altos da sua abordagem é que ela elimina os grandes paradoxos relacionados aos deslocamentos temporais. "A viagem no tempo fica limitada a essas partículas especiais, logo fica impossível para um homem viajar para o passado e matar um de seus pais antes que ele nascesse, por exemplo", explica o pesquisador.

No entanto, a proposta dos pesquisadores tem uma aplicação prÁtica. Para Weiler, se o singleto for encontrado e os cientistas conseguirem controlar a sua produção, pode ser possível enviar mensagens para o futuro ou para o passado.
Assuntos
Tags
  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

Qual você acha melhor?

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.