Spammers se aproveitam da catástrofe no Japão

O Japão sofre, jÁ hÁ alguns dias, um dos piores terremotos de sua história. O tremor atingiu 8,9 graus na escala Richter e causou um enorme tsunami. As imagens avassaladoras chocaram o mundo inteiro. Esses foram o terremoto e o tsunami mais devastadores do último século e pelo menos 50 países jÁ receberam um alerta de tsunami relacionado ao terremoto.

Infelizmente, em casos de catÁstrofes como o ocorrido no Japão, criminosos cibernéticos surgem quase imediatamente. Spammers se passam por instituições de ajuda humanitÁria, organizações governamentais ou pedem contribuições pessoais. Nesse contexto, a Symantec jÁ identificou diversos golpes por correio eletrônico, por exemplo, com mensagens marcadas como URGENTE, pedindo "ajuda de prevenção"  ou phishing solicitando doações para a recuperação das populações atingidas pelo terremoto e pelo tsunami.

Além do spam, nas primeiras horas depois do tsunami, os pesquisadores da Symantec localizaram mais de 50 domínios com nomes de "Tsunami no Japão" ou "Terremoto no Japão". Esses domínios estão reservados, disponíveis para venda ou estão vinculados a supostos sites sobre o terremoto que pode ser utilizados para ataques de phishing e spam.

A Symantec também identificou a clÁssica mensagem 419 associada à catÁstrofe do Japão. A mensagem traz uma história falsa sobre um "familiar próximo" que pretende pagar um milhão de dólares para uma vítima do terremoto ou do tsunami:

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Em catÁstrofes passadas, a Symantec observou um aumento repentino de ataques maliciosos na forma de anexos ou arquivos .zip em mensagens de spam enviadas por criminosos em busca de dinheiro, além de "link-jacking" em redes sociais.

A Symantec espera mais golpes relacionados aos desastres no Japão nas próximas semanas, por isso, pedimos aos usuÁrios que estejam precavidos em relação a essas mensagens maliciosas. Àqueles que desejam oferecer sua ajuda às vítimas, a Symantec recomenda utilizar canais legítimos e seguros para que o auxílio chegue aos que necessitam.

Veja abaixo algumas das melhores prÁticas para que você não seja vítima de golpes ou spam:

Em e-mails
Não abra mensagens não solicitadas. Seja cauteloso ao abrir e-mails reencaminhados que sejam associados ao terremoto e ao tsunami do Japão, a qualquer outra tragédia ou evento que causaram comoção em coberturas jornalísticas internacionais. Os criminosos podem enviar Java scripts e outras ameaças que comprometem seus dados pessoais e também seu computador.

Em redes sociais
Não clique em links para vídeo vindos de fontes desconhecidas. Se os sites de compartilhamento de vídeo solicitar algum tipo de cadastro ou dados pessoais, fique atento, verifique a URL e não forneça informações pessoais para assistir ao vídeo. Os criminosos cibernéticos usam essas técnicas para capturar dados pessoais que serão usados para obter vantagens financeiras. Digite, por você mesmo, a URL do site de vídeo e de canais de notícias em seu navegador.

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Ao realizar doações a uma organização on-line de ajuda humanitÁria, lembre-se sempre:

·Evite clicar em links suspeitos dentro de um e-mail ou de uma mensagem instantânea. Eles podem levÁ-lo a sites fraudulentos. Especialistas em segurança da Symantec recomendam entrar nos sites dessas organizações, digitando o endereço diretamente no navegador, em vez de clicar em links vindos em mensagens.

·Nunca preencha formulÁrios em mensagens que solicitem informações ou senhas, pessoais ou de natureza financeira. É improvÁvel que uma organização de ajuda humanitÁria reconhecida peça dados pessoais por correio eletrônico. Se tiver dúvida, entre em contato com a organização em questão por um canal independente e de confiança, como um número de telefone ou um endereço na Web bem conhecido digitado em uma nova janela do navegador (não clique, nem copie o endereço vindo na mensagem).

Caso necessite de mais dados, visite o blog da Symantec e encontre mais informações sobre o desastre no Japão - http://www.symantec.com/connect/symantec-blogs/sr.

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  • Redator: Gian Kojikovski

    Gian Kojikovski

    Peixe fora d'água, Gian Kojikovski demorou em entrar no mundo da tecnologia. Ganhou seu primeiro computador aos 11 anos mas só foi descobrir como usá-lo aos 13. Desde então, gastou tardes e madrugadas entre os clássicos The Sims e GTA II. É estudante de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina e tem interesse em pesquisas na área de smartphones.

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