Créditos: Divulgação/Activision Blizzard
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Após ser adquirido pela Microsoft, Call of Duty poderá deixar de ter lançamentos anuais

Funcionários da Activision Blizzard questionam validade de continuar a apostar em novos capítulos em um ritmo tão alto
Por Felipe Gugelmin 21/01/2022 09:54 | atualizado 21/01/2022 09:54 Comentários Reportar erro

Iniciada em 2003, a série Call of Duty é uma das mais bem-sucedidas da indústria, e tem conseguido recordes de lucro graças a uma estratégia de lançamentos anuais desde 2005. No entanto, esse ritmo pode se tornar um pouco mais lento graças à aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft, anunciada na última terça-feira (18).

Segundo uma reportagem da Bloomberg, diversos funcionários de alto nível dentro da publicadora estão pensando em uma mudança na cadência de lançamentos da série. Além da mudança de direção, o desempenho abaixo do esperado registrado por Call of Duty: Vanguard é um elemento que está sendo considerado como indícios de que uma mudança é necessária.

Outro fator que tem pesado entre as equipes de desenvolvedores são os problemas constantes com o Battle Royale Warzone, que sofre com grandes quantidades de cheaters. Com isso, os desenvolvedores se sentem motivados a dar um passo atrás para rever os fundamentos da série antes de iniciar o trabalho em novos capítulos.

Estrutura da Activision Blizzard é direcionada para Call of Duty

Para manter a série Call of Duty recebendo lançamentos anuais e dar suporte contínuo a Warzone, a Activision Blizzard direcionou todos os seus estúdios internos ao trabalho no FPS. Enquanto nomes como Toys for Bob, Beenox, High Moon Studios, Raven Software e Radical Entertainment trabalharam em projetos próprios bem-sucedidos no passado, todos acabaram sendo incorporados pela estrutura da franquia.

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Questionado sobre a situação dos estúdios dedicados ao FPS, Phil Spencer, chefe do Xbox, afirmou que precisa conversar com suas lideranças antes de definir planos futuros. No entanto, ele já revelou o desejo de reviver franquias dormentes do catálogo da Activision — processo que pode ser feito tanto por seus estúdios internos quanto por outros membros do Xbox Game Studios.

A situação de Call of Duty — e uma possível mudança de ritmo — ainda deve demorar a se resolver, especialmente dado ao fato de que a aquisição da Activision Blizzard ainda depende da aprovação de órgãos regulatórios. Caso tudo ocorra conforme o esperado pelas empresas envolvidas, a Microsoft só deve passar a exercer efetivamente o comando sobre a publicadora a partir de 2023.
 

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Via: VG 24/7 Fonte: Bloomberg
  • Redator: Felipe Gugelmin

    Felipe Gugelmin

    Jornalista com 10 anos de experiência nas áreas de tecnologia e games, gosta de estar por dentro das últimas tendências e novidades. Dedica boa parte do tempo livre a jogar (representante da PC Master Race), mas também arranja um tempo para a vida social, leituras e dar passeiros com seu cachorro.

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