Créditos: Divulgação/Razer

Máscara da Razer não tem certificação N95, embora empresa tenha anunciado assim

Empresa removeu referências ao padrão de seu material promocional após ser criticada por consumidores
Por Felipe Gugelmin 11/01/2022 12:26 | atualizado 11/01/2022 16:02 Comentários Reportar erro

Lançadas oficialmente pela Razer em outubro de 2021, as máscaras de proteção Zephyr prometiam proteger os usuários de vírus como os da COVID-19, ao mesmo tempo que ofereciam um visual diferenciado com elementos em RGB. Após uma série de críticas de consumidores quanto ao verdadeiro grau de proteção oferecido pelo acessório, a fabricante retirou de seu site oficial todas as descrições que afirmavam que ele possuía um grau de proteção “equivalente ao padrão N95”.

O padrão N95 indica que uma máscara possui 95% de eficiência na filtragem de partículas, e se diferencia do padrão PFF2 pelo órgão de regulamentação responsável. No Brasil, as PFF2 são responsabilidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), enquanto as N95 são certificadas pelo órgão norte-americano National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH).

Antes da mudança, a Razer afirmava que seus filtros possuíam uma eficiência de até 99% na filtragem de bactérias, com eficácia semelhante ao padrão N95. Agora, a companhia os descreve somente como “filtros de purificação de ar”, mas assegura que testes mostraram que eles conseguem ultrapassam os 95% de eficiência na filtragem de partículas.

Razer afirma que a Zephyr não é um dispositivo médico

As mudanças na maneira como a Razer descreve as máscaras Zephyr e Zephyr Pro estão relacionadas às exigências para que uma máscara possa ser considerada ao padrão N95. Para que os acessórios fossem capazes de obter a classificação, seria preciso que toda sua estrutura — e não somente os filtros — fosse capaz de obter uma eficiência mínima de 95% no bloqueio de partículas presentes no ar.

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Em um comunicado, a fabricante afirmou que suas máscaras “não são dispositivos médicos, respiradores, máscaras cirúrgicas ou equipamentos de proteção individual (EPI) e que não devem ser usados em cenários médicos ou clínicos”. A empresa também removeu todas as referências ao padrão N95 da publicação em seu blog oficial no qual a tecnologia por trás da Razer Zephyr é explicada.

As alterações ocorreram após uma série de críticas encabeçadas pela YouTuber Naomi Wu, que em novembro de 2021 publicou uma análise extensa das máscaras e afirmou que seu material de marketing podia conduzir a enganos. Ela voltou a fazer críticas à companhia esta semana, após a divulgação da Razer Zephyr Pro durante a CES 2022.

Naomi afirmou ter sido contatada pela fabricante, que a avisou sobre a remoção das referências ao padrão N95 em seu site oficial. No entanto, a criadora de conteúdo afirma que a mudança não é suficiente, já que a informação equivocada já foi divulgada extensivamente em sites de mídia e retirá-la não é suficiente para mudar a percepção pública sobre os produtos. Ela acredita que eles deveriam ser retirados do mercado e relançados somente após receberem um design totalmente novo e que corresponda aos padrões exigidos pelos órgãos regulatórios.
 

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Fonte: The Verge, Engadget
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  • Redator: Felipe Gugelmin

    Felipe Gugelmin

    Jornalista com 10 anos de experiência nas áreas de tecnologia e games, gosta de estar por dentro das últimas tendências e novidades. Dedica boa parte do tempo livre a jogar (representante da PC Master Race), mas também arranja um tempo para a vida social, leituras e dar passeiros com seu cachorro.

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