Créditos: Void Interactive

Shooter tático, Ready or Not, perdeu publicadora por conta de fase polêmica

Fica a lição da missão "No Russian" de COD: MW2

Ready or Not é um shooter tático nos moldes de Rainbow Six Siege e foi lançado no dia 17 deste mês em acesso antecipado na Steam. O jogo é desenvolvido pela neozelandesa Void Interactive e seria distribuído pela Team 17, mas a parceria foi desfeita. O anúncio foi feito pela desenvolvedora no Twitter e diz que ambas "mutuamente concordaram" em desfazer o negócio.

O anúncio vem poucos dias depois da desenvolvedora Void Interactive deixa a entender que atualizaria o jogo inserindo um cenário de combate em escola. No subreddit do jogo, uma publicação pergunta: "Ready or not deveria ou não ter uma missão da campanha com tiroteio em escola?". Nos comentários, alguns redditors dizem que o mapa já existe nos arquivos dos jogo e que já foi apresentado antes em grupos fechados como Discord.

Depois disso, não foi mais visto o nome da Team 17 junto da Void Interactive. Ontem (23), no Twitter, a desenvolvedora se pronunciou sobre o assunto. Ela começa dizendo que "não tem um jeito de resolver a questão sem criar respostas emocionais fortes de um grupo ou de outro". Ela deixa claro que "tem comprometimento em entregar conteúdo impactante e de alta qualidade que outras desenvolvedoras mainstream não tem coragem por conta de normas e convenções culturais".

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Em seu pronunciamento, a desenvolvedora diz que garante que seu objetivo é lidar com o "nível de peso e respeito" necessário sobre o assunto. "Nós tivemos que lembrar alguns membros da equipe sobre o cuidado em discutir sobre esse material agora e no futuro", comenta a desenvolvedora. Ela segue dizendo que uma missão em escola "não é só parte da estrutura" do jogo, "é parte da estrutura de milhares de histórias de pessoas pelo mundo".

"É a história daqueles que morreram cedo não mãos de terroristas armados [...] É um olhar para uma realidade desconfortável que se tornou muito comum e nós esperamos que possamos interpretar um pouco esse papel honrando aqueles que foram impactados por essas tragédias no mundo real", disse a Void Interactive.

A desenvolvedora termina dizendo que segue firme em sua visão sobre o jogo, mas escutando o feedback da comunidade. O fato é que o caso é complicado, especialmente para os americanos por conta do número de casos de mortes por armas de fogo em escolas. Se a missão "No Russian" em Call of Duty: Modern Warfare 2 causou grande comoção na época, imagina algo que chega perto de tragédias reais como tiroteios em escolas.

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Via: Kotaku
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  • Redator: Raphael Giannotti

    Raphael Giannotti

    Entusiasta de JRPG, viveu a era de ouro do gênero nos anos 90. Fã incondicional de Zelda e Final Fantasy, hoje garimpa as bibliotecas de PC em busca de jogos épicos como esses. Enquanto não acha, zera tudo (ou quase) o que vê pela frente. Hobby atual: jogar o máximo de souls-like e metroidvania. Jornalista formado pela UFMA, gamer desde 1991.

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