Créditos: Divulgação/Ubisoft

Ubisoft vive debandada de funcionários por salários baixos e frustrações

Um ex-funcionário afirma que a companhia virou um alvo fácil para recrutadores externos
Por Felipe Gugelmin 22/12/2021 09:39 | atualizado 22/12/2021 09:39 Comentários Reportar erro

Uma das mais conhecidas publicadoras de jogos do mundo, a Ubisoft está sofrendo com uma verdadeira debandada de desenvolvedores experientes nos últimos meses. Uma reportagem publicada pelo site Axios chama o movimento de “O Grande Exôdo”, descrevendo-o como um momento inédito dada a quantidade de nomes que estão deixando a companhia.

Entre aqueles que estão deixando a Ubisoft estão pelo menos 5 dos primeiros 25 nomes creditados pelo desenvolvimento de Far Cry 6, bem como 12 dos 50 primeiros nomes a aparecer nos créditos de Assassin’s Creed Valhalla. Conforme aponta a reportagem, somente uma das demissões recentes foi revertida — uma possível referência ao diretor de narrativa Darby McDevitt, que voltou ao time de Assassin’s Creed um ano após ter deixado a empresa.

As principais baixas na Ubisoft acontecem nos estúdios de Montréal e Toronto, que perderam aproximadamente 60 funcionários nos últimos meses. Entrevistas conduzidas com 12 ex-funcionários mostram que os motivos para as partidas vão de salários abaixo da média do mercado até uma abundância de oportunidades competitivas e frustrações quanto à maneira como a gerência está lidando com as acusações de assédio que surgiram na metade de 2020.

Alvo fácil para recrutadores

Um dos ex-funcionários entrevistados pelo Axios passou mais de 10 anos na Ubisoft e afirma que, atualmente, ela se tornou “um alvo fácil para recrutadores”, dado os diversos problemas que a companhia enfrenta. Um desenvolvedor que trabalhou nos estúdios de Paris afirma que deixou seu emprego por acreditar que os membros criativos da equipe não recebiam da gerência os recursos necessários de que precisavam para trabalhar.

Enquanto muitos funcionários saíram por encontrar oportunidades de emprego melhores, a maneira como a companhia lida com as acusações de assédio têm sido um fator que pesa sobre essa decisão e sobre a moral daqueles que permanecem na Ubisoft. Um dos ex-empregados entrevistados afirmou que a empresa “ignorava as reclamações, preocupações e apelos de seus empregados e que a situação chegou a um ponto no qual a reputação negativa da empresa havia se tornado algo grande demais para lidar.

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Em resposta à reportagem, a publicadora reconheceu que o número de pessoas que estão deixando suas equipes está em alta, mas afirmou que isso não é motivo de preocupação. A empresa afirma que, desde abril deste ano, contratou mais de 2,6 mil pessoas para os diferentes estúdios e áreas em que atua ao redor do mundo.

Segundo o LinkedIn, a taxa de desligamento atual da Ubisoft é de 12%, valor inferior ao da Activision Blizzard (16%), mas superior ao de grandes publicadoras como a EA (9%), Take-Two (8%) e Epic Games (7%). Recentemente, a empresa anunciou que está trabalhando na renovação da série Splinter Cell em seus estúdios em Toronto, que possui diversas vagas de emprego abertas para o departamento de programação.
 

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Fonte: Axios
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  • Redator: Felipe Gugelmin

    Felipe Gugelmin

    Jornalista com 10 anos de experiência nas áreas de tecnologia e games, gosta de estar por dentro das últimas tendências e novidades. Dedica boa parte do tempo livre a jogar (representante da PC Master Race), mas também arranja um tempo para a vida social, leituras e dar passeiros com seu cachorro.

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