Créditos: Fable 3/Microsoft

Microsoft reconhece que errou na forma como lidou com a Lionhead Studios

Desenvolver para o Kinect foi um dos motivos que levaram ao fim do estúdio

A compra de estúdios pela Microsoft sempre rendeu algumas discussões acaloradas pela internet, outras boas e outras nem tanta, mas sempre fomentou o debate a cerca do fim que tais estúdio tinham ao ser adquirido pela empresa.

O caso da Lionhead Studios do Peter Molyneux foi um desses que causou controvérsias após o fechamento, pois o estúdio foi adquirido em 2006 e teve o seu fim em 2016, depois de quatro anos sem publicar nenhum novo jogo. Com o fim dele, as chances de um novo e aguardado Fable tornou-se muito mais improvável.

Quanto ao fechamento muito pouco foi falado de forma oficial a respeito, mas foram vários os rumores, sendo um deles as diversas recusas de ofertas de compras do estúdio por parte da MS.

Muitos tempo se passou, novos estúdios foram adquiridos e um novo Fable está em desenvolvimento pelas mãos da Playground Games, e esse novo cenário permitiu que integrantes da Microsoft pudessem falar um pouco a respeito do conturbado fim da Lionhead Studios no sexto episódio de um novo documentário, o Power On: The Story of Xbox, que conta a história do Xbox.

Um dos maiores erros

Durante o episódio temos vários segmentos que nos chamam a atenção, a começar pela fala da chefe de criação de experiência em jogos, Sarah Bond que afirma que "um dos maiores erros que aprendemos no passado foi a Lionhead", o que foi logo reforçado por Shannon Loftis, ex-gerente da Xbox Game Studio na época em que a Lionhead foi fechado. Segundo ela: 

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"Nós já tínhamos publicado Fable 1 e foi um sucesso. As pessoas adoraram", disse ela. "A beleza desse jogo - era basicamente como uma janela de vitrais em movimento. As pessoas queriam mais, então compramos Lionhead, foram bons anos" e continuou

 

"O jogo foi ótimo, tudo se juntou. Mas depois de Fable 2, Kinect apareceu e o casamento Fable-Kinect nunca realmente pegou", explicou ela. "E então Fable: The Journey foi um projeto de paixão para muitas pessoas, mas acho que se desviou muito significativamente dos pilares do que tornou Fable 1 e 2 tão popular."

 

Em outro segmento Phil Spencer também fala a respeito e nos mostra que o difícil processo os ensinou uma valiosa lição:

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"Quando você compra um estúdio com base no que eles fazem, seu trabalho é ajudar a acelerar o trabalho deles, não utilizá-los para acelerar o seu"

 

É interessante ver como o fechamento do estúdio impactou o Xbox Game Studio, afinal, empurrar o estúdio para lidar com o Kinect só contribui para o fim dele, que acabou não tendo a chance de usar todo o seu potencial.

Por sorte isso serviu de lição, e o reflexo virá por meio dos novos títulos que surgirão através dos novos estúdios adquiridos pela empresa, em especial o novo Fable.

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Fonte: PC Gamer
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  • Redator: Diogo Batista

    Diogo Batista

    Um apaixonado por games e filmes de horror desde criança, amante de metal extremo e um pai orgulhoso. Começou a produzir conteúdo na internet quando tudo ainda era mato e não parou mais.

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