Créditos: Techtudo

96% dos jovens de comunidades querem ser pro-players

Futebol é coisa do passado, ser profissional em Free Fire é o sonho da vez

O sonho em ser jogador de futebol era muito comum até os anos 2000. E se você é um gamer que viveu a era de ouro dos anos 90, sabe que nem passava pela cabeça de qualquer jogador daquela época em se tornar um profissional na área, muito menos sabíamos que isso seria possível um dia. Essa realidade mudou muito atualmente e a meninada hoje quer ser gamer e streamer profissional ao invés de seguir os passos de Neymar.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Favela, em parceria com a Locomotiva Pesquisa e Estratégia e a CUFA (Central Única das Favelas), revela que 96% dos jovens que moram em comunidades pelo Brasil querem ser gamers profissionais. Esse sentimento é impulsionado pelo jogo Free Fire, febre em nosso país.

O jogo se tornou um sucesso absurdo entre crianças, adolescentes e jovens adultos principalmente pertencentes às classes C e D. Free Fire é um jogo super acessível, sendo possível rodá-lo em praticamente qualquer celular de hoje em dia e esse fato atraiu milhões de jogadores. O jogo battle royale da Garena foi escolhido como favorito pelos 96% dos entrevistados.

O sucesso é ainda maior entre os adolescentes. Segundo a pesquisa, o índice chegou a 100% entre os participantes de até 15 anos. Nada de Minecraft, Roblox ou GTA, Free Fire é o motivo da garotada querer seguir carreira como gamer profissional, tanto como membro de alguma equipe, quanto streamer.

- Continua após a publicidade -

A pesquisa entrevistou 1190 jovens moradores de comunidades. Desses, 662 participaram da última edição da Taça das Favelas Free Fire que aconteceu em setembro. O maranhense Gabriel Silva é um desses jovens que vive desse sonho. Ele tinha 17 anos quando o fenômeno Free Fire explodiu por aqui. Ele é morador da periferia de Codó, cidade do interior do Maranhão.

"Estava sempre ali no jogo, até porque era um meio de eu fugir do desespero, da questão da depressão e da ansiedade. Porque ali encontrava pessoas que me faziam dar risada, pessoas que hoje eu conheço e tenho contato", conta Gabriel. Segundo ele, as oportunidades onde mora são escassas e ele encontrou nos jogos um meio de fazer a vida.

- Continua após a publicidade -

Mesmo sem o apoio inicial da família, Gabriel continuou seguindo seu sonho e hoje sua renda vem dos jogos. Ele faz parte do time profissional Lyons de Free Fire e faz lives jogando. A pesquisa do Instituto Locomotiva diz ainda que 74% dos adolescentes de menos de 15 anos acreditam que podem se tornarem gamers profissionais.

.....

Está pensando em comprar algum produto online? Conheça a extensão Economize do Adrenaline para Google Chrome. Ela é gratuita e oferece a você comparativo de preços nas principais lojas e cupons para você comprar sempre com o melhor preço. Baixe agora.

Fonte: Start UOL
Assuntos
Tags
  • Redator: Raphael Giannotti

    Raphael Giannotti

    Entusiasta de JRPG, viveu a era de ouro do gênero nos anos 90. Fã incondicional de Zelda e Final Fantasy, hoje garimpa as bibliotecas de PC em busca de jogos épicos como esses. Enquanto não acha, zera tudo (ou quase) o que vê pela frente. Hobby atual: jogar o máximo de souls-like e metroidvania. Jornalista formado pela UFMA, gamer desde 1991.

Qual a sua marca de headphones/headsets para jogos preferida? - Pesquisa de Periféricos 2021

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.