Créditos: TechTimes | Olhar Digital

Teletransporte pode ser usado para tornar computação quântica mais eficiente

Nova patente da AMD propõe o uso de tecnologia no estilo ficção científica

Uma equipe de pesquisadores junto com a AMD entrou com um pedido de patente para usar arquitetura de computação quântica mais eficiente e confiável. Essa tecnologia seria baseada em uma abordagem convencional multi-SIMD ou Single Instruction Multiple Data, mas existem detalhes bastante futurísticos no projeto.

Single Instruction Multiple Data é um método de operação de computadores com várias unidades operacionais em computação paralela. A mesma instrução é aplicada de forma simultânea a vários dados para ter mais resultados. De acordo com a patente, a AMD estaria pesquisando um sistema que usa teletransporte quântico para aumentar a confiabilidade de um sistema e, ao mesmo tempo, reduzir o número de qubits necessários para um determinado cálculo. O objetivo disso seria aliviar problemas de escala e erros de cálculo decorrentes da instabilidade do sistema, já que os estados quânticos são instáveis e a sensibilidade de um sistema quântico tende a aumentar com a presença de mais qubits em um determinado sistema.

A patente da AMD descreve uma arquitetura quântica baseada em regiões de processamento quântico, ou seja, áreas do chip que contêm ou podem conter qubits aguardando processamento. A abordagem proposta reduziria o número de qubits necessários para realizar cálculos complexos, mas o mais interessante é que isso seria feito por teletransporte quântico bem ao estilo da ficção científica. 

Os qubits seriam teletransportados entre regiões de processamento, permitindo que cargas de trabalho fossem capazes de serem processadas "fora de ordem". Assim, seria possível analisar uma determinada carga de trabalho e descobrir quais partes dela dependem dos resultados anteriores e quais não, executando "mais rápido" as que não dependem de etapas anteriores e que ficariam ociosas em um processo ordenado. Nisso, o desempenho seria melhorado por meio do paralelismo SIMD.

A patente também inclui um processador embutido na arquitetura que seria o responsável pelo que foi dito até aqui:  analisar a carga de trabalho, prever quais etapas podem ser processadas em paralelo e distribuir a carga entre qubits, usando uma técnica de teletransporte quântico para entregá-los ao processamento quântico necessário, região baseada em SIMD.

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Infelizmente,  a patente não descreve como o teletransporte quântico funciona nesse processamento, o que deixa margem para imaginar quanto a AMD e os pesquisadores envolvidos estão avançados na "corrida quântica". Mas, claro, devemos lembrar que nem toda patente acaba virando um produto real.

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Via: Tomshardware
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  • Redator: Saori Almeida

    Saori Almeida

    Saori Almeida é natural do Rio Grande do Sul, técnica em administração formada pelo Centro Tecnológico de Caxias do Sul (CETEC) e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Gosta da cultura asiática e nerd no geral e tem interesse crescente por tecnologia e games desde pequena - gosto que se intensifica diariamente na redação.

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