Créditos: Qualcomm

Mais de 200 bilhões de chips ARM já foram colocados no mercado

Empresa já busca atingir marca de 1 trilhão de chips

A Arm Holdings, empresa responsável pela pesquisa e desenvolvimento da arquitetura Arm, anunciou que seus parceiros atingiram a marca de 200 bilhões de chips baseados na arquitetura enviados ao mercado. Enquanto essa marca é comemorada, a empresa tem vários desafios pela frente.

Chips arm estão em tudo!

É fato que essa arquitetura está presente em quase todas as áreas que utilizam processadores, de nossos smartphones até a produção de geladeiras. Junto com seus 1600 parceiros mundo afora, a tecnologia desenvolvida por eles está cada dia mais presente no dia-a-dia.

A adoção dos produtos está acelerada, para se ter uma ideia, desde sua fundação, em 1991, demorou 23 anos para a empresa atingir a marca de 50 bilhões de chips, em 2014. Para dobrar essa quantidade, foram cerca de 3 anos. Entre 2017 e 2021, foram enviados 100 bilhões de chips carregando arquitetura Arm, a empresa alega que a cada segundo, 900 chips baseados em sua arquitetura são produzidos, já almejando atingir as marcas de 500 bilhões e de 1 trilhão.

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Os desafios da Arm

Em sua vasta experiência de mercado, a Arm conseguiu deixar para trás as arquiteturas Arc e MIPS que também trabalham com sistema de licenciamento, e consegue competir com a Imagination Technologies e suas GPU’s PowerVR. Uma estratégia para crescimento financeiro da empresa, ela precisa oferecer soluções premium para o mercado de computadores pessoais e data centers.

Outros mercados

Hoje, a Arm oferece soluções para notebooks, e desde 2011 oferece chips capazes de operar em computadores e servidores, e com o lançamento da linha M1 de notebooks baseados em Arm da Apple no ano passado, uma atenção maior está sendo dada para este mercado. Junto com a Apple, a Qualcomm, Ampere, e Amazon através do AWS oferecem soluções de sistema em um chip (soc em inglês), que conseguem ter uma grande vantagem de desempenho por watt em certas aplicações. E para o mercado que busca mais desempenho, a Arm lançou a linha Neoverse de chips com núcleos de alto desempenho, sem muito sucesso.

Desde a transição da Apple, o mercado de computadores baseados em Arm teve um crescimento acelerado, e de acordo com a Strategy Analytics, a receita de computadores Arm cresceu três vezes comparando 2021 com 2020 atingindo cerca de 950 milhões de dólares, e que neste ano, notebooks Arm serão 10% do mercado, graças aos lançamentos da Apple.

O mercado de Chromebooks, que majoritariamente é dos Estados Unidos e para estudantes, oferecem soluções limitadas baseadas em Arm. E a Qualcomm, com sua plataforma de processadores para notebooks, precisa tornar-se competitiva frente a AMD e a Intel.

Em servidores, várias empresas, dentre elas a Ampere que desenvolve soluções de chips Arm para este mercado, tendo uma desaceleração quando se trata de compatibilidade de software, precisando garantir ao cliente em potencial que tudo esteja funcional. Felizmente, grandes empresas do setor de cloud computing estão oferecendo soluções baseadas em Arm, como Amazon e Oracle.

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A ameaça do RISC-V

Manter a liderança é importante, neste sentido a Arm já começa a dar atenção a potenciais ameaças, como o ecossistema da arquitetura RISC-V, que no passado era utilizada apenas em simples microcontroladores e hoje já oferece desempenho para rodar distribuições Linux completas. 

A grande vantagem do pacote de arquiteturas RISC-V frente a Arm é o seu modelo open source, sem necessidade de pagamento de royalties, tendo disponíveis, além da arquitetura em si, como design de chips funcionais. Partindo do pressuposto de que uma empresa dê conta de modificar seus códigos para rodar em RISC-V, ela pode optar por não usar mais Arm, e assim, não pagar mais royalties. A própria Apple realiza estudos nessa plataforma, procurando implementar essa solução em seus hardwares. A ameaça do RISC-V é baixa, visto que a Arm já é bem estabelecida no mercado, principalmente em soluções que demandam performance (sem mencionar x86). Em soluções mais específicas, estes chips RISC-V podem oferecer certa concorrência, quando mais design de chips e empresas investirem na arquitetura.

A concorrência de chips, arquiteturas e empresas tende a aumentar, com novas tecnologias surgindo e outras caindo em desuso. O futuro mostra-se bem interessante.

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Fonte: Toms Hardware
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  • Redator: Mateus Lecchi

    Mateus Lecchi

    Um jogador de carteirinha, consumidor de séries, conteúdo sobre hardware, consoles, smartphones e mais! Engenheiro Civil que se tornou desenvolvedor PHP. Do interior do Espírito Santo, sempre jogando, desenvolvendo. ;)

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