Atrix 4G é barato... se comparado aos tablets, diz AT&T

O "superphone" Atrix 4G, da Motorola, tem um diferencial que todo mundo jÁ conhece: a capacidade de conectar-se a um dock em formato de laptop, fornecendo seu poder para o computador portÁtil. O preço do kit completo, no entanto, não agradou muito os consumidores americanos, que deverão desembolsar US$499 se quiserem aproveitar tudo isso.

Esse preço é superior ao de muitos netbooks vendidos nos Estados Unidos. Como nota Elizabeth Woyke, da Forbes, os modelos da linha Eee PC, da Asus, saem por US$250, em média. Mas para a AT&T, o Atrix 4G deve ser comparado a tablets ao invés de netbooks.



Por mais que tenha características robustas para um smartphone, com processador dual-core NVIDIA Tegra 2 de 1GHz e 1GB de RAM, as especificações não são equivalentes às de um laptop convencional, lembra Elizabeth. Respondendo às reações do público, que considerou o preço elevado, Mike Woodward, vice-presidente de produtos móveis da AT&T, entende que o lançamento da Motorola é muito mais vantajoso por ser um dispositivo "dois em um", enquanto um netbook não pode ser utilizado como telefone.

"É preciso olhar o preço do Atrix em relação aos tablets. Se você fizer isso, vai ver que não é tão caro", afirmou. Por US$499, é possível comprar um iPad. Tablets de outras marcas, como a Samsung, são ainda mais caros. O Motorola Xoom, por exemplo, deve chegar às prateleiras por cerca de US$700.

Outro detalhe é que o dock não é apenas uma carcaça no formato de notebook. Ele inclui um sistema operacional próprio baseado em Linux, o Webtop, que adapta a experiência do smartphone para um computador portÁtil. "Com toda a integração entre o telefone e o dock, você pode fazer mais com um Atrix do que com um netbook", assegura Woodward.

Bill Kastritis, um dos desenvolvedores da Motorola, completa que, com isso, o acessório faz muito mais do que simplesmente "espelhar" a interface do celular em uma tela maior. No entanto, o Techcrunch ressalta que, embora o sistema permita ao usuÁrio imprimir arquivos e realizar chamadas telefônicas enquanto navega na Internet em tela cheia, as suas capacidades não se comparam às de um PC. Nada de editar fotos gigantes no Photoshop ou jogar World of Warcraft, por exemplo.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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