Créditos: Reprodução/Intel

Intel inicia a construção de duas novas fábricas no Arizona

Empresa dá mais um passo na meta de rivalizar com fabricantes de chips

Intel iniciou a construção das suas novas fábricas (Fab 52 e Fab 62) no Arizona para dar sequência na sua estratégia IDM 2.0. As novas fábricas devem ficar prontas em 2024 para a litografia de 20A.

No último dia 25, sábado, a Intel começou a construção de duas novas fábricas em Chandler, Arizona, dando mais um passo no seu projeto IDM 2.0. Batizadas de Fab 52 e Fab 62, as novas linhas de produção ficarão no local onde a Intel já possui quatro indústrias. Com um custo de U$ 20 bilhões, Pat Gelsinger, CEO da fabricante, disse que as novas plantas de construção gerarão milhares de empregos (3.000 só na construção) e mais 15.000 em toda a América do Norte. Ainda há planos de utilizar mais U$ 95 bilhões para uma nova fábrica na Europa — provavelmente na Irlanda, onde já há uma instalação.

A Fab 52 e Fab 62 serão responsáveis pelas produções dos futuros chips batizados de Intel 20A. O 20A indica a entrada da empresa na litografia de Ångstrom, uma medida menor que o nanômetro — 1 nanômetro equivale a 20 Ångstrom. Essa tecnologia mudará também a arquitetura dos transistores, saindo dos FinFET e entrando no RibbonFET. Os planos da fabricante é que a litografia Intel 20A chegue no primeiro semestre de 2024.

Integrated Device Manufacturing (IDM 2.0) é a nova estratégia da Intel para expandir a sua fabricação de chips e rivalizar com as grandes empresas que dominam essa fatia do mercado, como a TSMC. A Fab 52 e Fab 62, além de fabricar silícios para atender a demanda da Intel, também para servirá outras empresas. Similar ao que a Samsung faz hoje. Isso abriria até a possibilidade da Intel fabricar chips para rivais como AMD Nvidia. Para isso, foi criado neste ano a Intel Foundry Services, responsável pelo gerenciamento do serviço.

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Randhir Thakur, presidente da Intel Foundry Services, salientou em um artigo como somente 12% das fábricas de chips estão nos Estados Unidos, mesmo com 48% dos produtos no mundo sendo americanos. Em um momento em que cada vez mais EUA e China parecem adentrar em algo "próximo de uma guerra fria", Thakur parece utilizar a disputa entre as potências para que o governo Biden invista mais no mercado de computação do país. "Mais trabalho precisa ser feito pelos administradores eleitos para revigorar a indústria de computadores nos EUA", disse Thakur que também relembrou como é arriscado manter a maior parte da fabricação de um produto em uma única região.

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Via: WCCF Tech Fonte: Intel
  • Redator: Felipe Freitas

    Felipe Freitas

    Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia, adora jogos com histórias bem feitas e de esportes (já que é ruim praticando).

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