Créditos: EBC

Da China para o velho oeste americano, polo de mineração de Bitcoin muda de lugar

Com a proibição do governo chinês, várias empresas de mineração estão buscando o Texas para continuar operando.

O governo chinês vem buscando formas de combater a mineração de criptomoedas. Em maio deste ano houve a proibição a mineração das moedas virtuais e, na última sexta-feira, o golpe fatal chegou com o governo chinês tornando ilegal qualquer transação financeira usando criptomoedas. Dessa forma, vários empresários do ramo buscam alternativas em outros países para continuar operando.

A China era responsável por 70% da mineração mundial de Bitcoin, mas as autoridades do país consideram as criptomoedas uma “perturbação à economia local e à ordem financeira”. 

Para o velho oeste!

Os mineradores agora buscam transferir suas “fazendas” para países vizinhos como Cazaquistão e Rússia. Muitos estão buscando refúgio também nos Estados Unidos, especificamente no Texas, onde os governantes locais aprovaram medidas para que criptomoedas fossem incluídas em sua lei comercial, juntamente com o estado do Wyoming. Outro fator importante é que o Texas possui umas das tarifas de energia elétrica mais baixas do mundo, onde os moradores possuem mais opções de provedores de energia, acirrando a concorrência, e por consequência, fazendo o preço diminuir.

O governador do Texas, Greg Aboott, que é um defensor das criptomoedas, publicou em seu Twitter: "Está acontecendo! O Texas será líder em criptomoedas", mostrando  que o estado está de braços abertos para receber essas empresas de mineração.

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O executivo Kevin Pan, da empresa chinesa de criptomoedas Poolin, começou a migrar suas operações para o estado norte americano, onde foi bem recebido e, inclusive, ganhou de presente um rifle AR-15 dias depois de sua chegada.

Outra empresa que busca implantar suas operações no estado é a Bit Mining, que tem planos de investir 26 milhões de dólares em data center. Especificamente na pequena cidade de Rockdale, de 5,6 mil habitantes, que no passado abrigou uma das maiores fábricas de produção de alumínio do mundo, agora está emergindo como um centro mundial para empresas de criptomoedas.

Custo ambiental entorno das criptos

Analistas do setor energético apontam que essa migração pode se tornar um problema, com o aumento da demanda de energia elétrica em cidades que não estão preparadas para atender a demanda, e causar apagões. Vale lembrar que em fevereiro deste ano, o Texas passou por uma nevasca histórica e junto com apagões deixou milhões de casas sem energia, por vários dias, e mais de 200 pessoas morreram neste caso. E fazendas de bitcoins foram compensadas para ficarem desligadas e aliviar o consumo de energia da rede.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, apontam que o consumo de energia das operações de mineração de criptomoedas consome mais de 121 terawatt-horas (TWh) por ano, quantidade maior do que em vários países como Argentina, Holanda e Emirados Árabes Unidos.

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Fonte: BBC
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  • Redator: Mateus Lecchi

    Mateus Lecchi

    Um jogador de carteirinha, consumidor de séries, conteúdo sobre hardware, consoles, smartphones e mais! Engenheiro Civil que se tornou desenvolvedor PHP. Do interior do Espírito Santo, sempre jogando, desenvolvendo. ;)

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