Créditos: AMD

Netflix apresenta projeto com seus servidores usando CPUs AMD Epyc Rome

Com os CPUs da AMD, a empresa de streaming pode chegar a 400 Gb/s de largura de banda
Por Raphael Giannotti 21/09/2021 17:27 | atualizado 22/09/2021 09:17 Comentários Reportar erro

Em uma apresentação fiscal neste mês, a AMD havia falado sobre o crescimento de sua participação no seguimento para servidores com CPUs Epyc. E para corroborar, a Netflix está usando os CPUs AMD Epyc de segunda geração para alcançar 400 Gb/s de largura de banda, conforme mostra em apresentação na conferência EuroBSD 2021.

Antes da mudança, a Netflix era capaz de entregar até 200 Gbps de largura de banda em seus servidores até 2020. A empresa de streaming de vídeos havia anunciado a mudança em 2019, quando ainda usava sistemas baseados em Intel Xeon dual-socket.

O novo processador que a Netflix vai passar a usar é o AMD Epyc 7502P que conta com 32 núcleos e 64 threads, operando com um clock base de 2.5 GHz e boost para 3.35 GHz. O CPU consome 180W e tem 128 MB memória cache L3. Além disso, os processadores trabalharão em conjunto com 256GB de memória DDR4-3200, garantindo uma largura de banda de até 150 GB/s.

Uma das maiores vantagens dos CPUs Epyc Rome é o número de linhas (lanes) PCIe Gen 4. O Epyc 7502P conta com 128 linhas chegando a 250 GB/s de largura de banda. Esse pode ter sido um dos maiores motivos que levou a Netflix a deixar de utilizar sistemas baseados em Intel Xeon 8352V (36 núcleos 2.1 GHz) e Ampere Altra Q80-30 (80 núcleos ARM Neoverse 3.0 GHz).

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Além dos sistemas baseados em AMD Epyc, a Netflix irá usar dois adaptadores de rede Mellanox ConnectX-6 DX da NVIDIA, atingindo até 200 GB/s de conexão. Para armazenamento, os servidores da gigante de streaming de vídeo está usando 18 SSDs Western Digital SN720 NVME, cada um com 2TB (Gen 3 x4), totalizando 36TB por servidor.

A quantidade de largura de banda que os CPUs AMD Epyc conseguem entregar está limitado pela largura de banda de memória. Para resolver isso, A Netflix irá usar uma tecnologia chamada NUMA (Non Uniform Memory Architecture). Essa arquitetura permite que a memória RAM e outros dispositivos estejam mais próximos de alguns núcleos do CPU. Com essa solução, os servidores da Netflix conseguirão entregar até 400 Gb/s em streaming de vídeo.

Caso queira saber todas as especificações técnicas da Netflix nessa mudança em seus servidores, fique à vontade em ler as 97 páginas do PDF de apresentação, onde eles até mostram os possíveis cenários negativos nessa mudança. Não fica claro se a mudança já foi feita ou se ainda se encontra em fase de testes.

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Via: WCCFtech Fonte: Netflix
  • Redator: Raphael Giannotti

    Raphael Giannotti

    Entusiasta de JRPG, viveu a era de ouro do gênero nos anos 90. Fã incondicional de Zelda e Final Fantasy, hoje garimpa as bibliotecas de PC em busca de jogos épicos como esses. Enquanto não acha, zera tudo (ou quase) o que vê pela frente. Hobby atual: jogar o máximo de souls-like e metroidvania. Jornalista formado pela UFMA, gamer desde 1991.

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