Créditos: @Cherrygumms / @NyviEstephan / @brttOficial / @nobru

Comunidade de #esports se posiciona contra projeto de regulação do cenário

Atrelar cenário a federações limita acesso e crescimento, afastando investidores

Na manhã da última terça-feira (10), a comunidade profissional de esports, entre casters, atletas e organizações, se posicionou contra projeto de regulação do cenário de esports no país através de uma carta aberta enviada aos deputados estaduais, ressaltando que o texto de regulação submete a prática do esporte eletrônico aos interesses das federações de desporto.

A PLS 383/2017, ao criar uma regulação de acordo com os interesses das federações e confederações já existentes no Brasil, encareceria acesso ao cenário profissional, aumentaria custos de campeonatos, potencialmente afastando investidores no mercado brasileiro de esportes eletrônicos brasileiro, que atualmente configura o terceiro maior mercado, atrás apenas de China e Estados Unidos. Além disso, o movimento burocratizaria em excesso o cenário que já possui autorregulação por parte das próprias desenvolvedoras e comunidade de acordo com as mecânicas internas a cada título, constantemente adaptadas e balanceadas.

A movimentação recente da comunidade contra o PLS383 é motivada principalmente por já haverem em discussão projetos em de lei nas Assembleias Legislativas de diversos Estados com conteúdos idênticos ou similares ao PLS383, que em momento algum passou por consulta ou diálogo com a comunidade que configura o cenário de esportes eletrônicos no país, gerando indignação e cobrança que antes de qualquer tipo de regulação haja a participação ativa da comunidade nos diálogos e redação de eventuais textos.

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Além da carta aberta, a comunidade levantou no Twitter a #TodosContraAPLS383 contando com diversos dos nomes de peso dos esports brasileiro encabeçando a discussão, dentre eles Nyvi Estephan, Giuliana "Caju", Nicolle "Cherrygums", Gustavo "Baiano", Felipe "BRTT" e organizações como LnK Gaming, PAIN GAMING, INTZ, FURIA e Vorax.

Um dos principais diferenciais do cenário de esportes eletrônicos para um país como o Brasil, carente de investimentos nos esportes de maneira geral, é justamente a facilidade de acesso e visibilidade, sendo bem mais democrático, e entregar os esports nas mãos de federações de desporto e órgãos do tipo potencialmente limitaria tal acesso definindo quem pode ou não adentrar o cenário competitivo, que por sua vez ficaria bem mais caro permitindo a atuação de eventuais lobistas.

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Até o momento, a carta aberta que pode ser conferida integralmente aqui, conta as seguintes assinaturas:

  • Cherrygums
  • Nyvi
  • Caju
  • Vorax
  • brTT
  • Nobru
  • Cerol
  • Baiano
  • Jukes
  • Rafifa
  • BBL
  • paiN
  • Afrogames
  • W7M
  • Santos
  • INTZ
  • FURIA
  • Ebrainz
  • Team One
  • 7WPlay
  • Mais Esports
  • Webedia
  • Fluxo
  • GamersClub
  • LnK Gaming
  • MEC Inc
  • Mario Marconini

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Via: CanalTech Fonte: Avaaz.org
  • Redator: Daniel Trefilio

    Daniel Trefilio

    Formado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas, professor, tradutor e revisor. Nas horas vagas, instalando impressora e formatando PCs desde os tempos que Alone In The Dark era um jogo bom e ocupava 4 disketes. twitch.tv/DanielTPC

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