Créditos: Mike Blake/ Reuters

Activision Blizzard: novo relatório mostra mais relatos de assédio e história da "Cosby Suite"

Quarto de hotel foi nomeado como Cosby Suite, em referência à Bill Cosby, durante evento da Blizzcon

Na última semana, o estado da Califórnia entrou com um processo judicial contra a Activision Blizzard, após denúncias de assédio sexual e condições injustas de trabalho para mulheres. A divulgação de detalhes do processo e a repercussão da notícia na mídia deu coragem para mais pessoas relatarem sobre o ambiente de trabalho tóxico na companhia.

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O processo teve início em 2019, porém após explicações insatisfatórias por parte da Activision Blizzard, o Department of Fair Employment and Housing (DFEH - Departamento de Emprego e Habitação Justos) do estado da Califórnia decidiu mover ação cível contra a empresa. Dados do processo incluem caso de assédio sexual contra uma funcionária, onde fotos íntimas de sua genitália foram distribuídas durante evento.

Após os primeiros dias de repercussão da notícia e subsequente queda nas ações da empresa, fontes entraram em contato com o IGN para comentar o que grupos minoritários e mulheres vêm enfrentando na companhia há anos. Segundo informações, Alex Afrasiabi, antigo diretor criativo de World of Warcraft, era um dos responsáveis por incentivar um ambiente de assédio. Relatos indicam que Afrasiabi durante as conveções assediava as funcionarias da empresa, pedindo para casar com ela e tentando beija-las à força, supostamente na frente de outras pessoas. O relato ainda indica que durante o evento da Blizzcon, o quarto do hotel de Afrasiabi foi nomeado como: Cosby Suite, em referência ao estuprador Bill Cosby. Como é possível observar na imagem abaixo divulgada pela Kotaku, a atitude de mau gosto em nomear o quarto de hotel como Cosby Suite, é real e endossada por desenvolvedores da empresa.


Alex Afrasiabi e demais desenvolvedores posam com foto de Bill Cosby durante evento da Blizzcon (Créditos: Kotaku)

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A Activision demitiu Afrasiabi em 2020, e revelou agora que as razões da sua demissão são resultados de uma investigação interna que trouxe à tona os comportamentos do desenvolvedor. Outras fontes, também, relataram à IGN que uma das salas destinadas à amamentação não possuia fechadura, e que algumas vezes homens entravam "inadvertidamente" no local e ficavam observando. "Não havia como trancar a porta. Eles ficavam olhando e eu tinha de gritar para eles saírem", comentou a fonte anônima.

Não é a primeira vez que a empresa se envolve em polêmicas, afinal o CEO da Activision Blizzard Bobby Kotick está supostamente ligado ao caso Jeffrey Epstein. Além disso, em 2018 um funcionário da Activision instalou câmeras no banheiro unisex para espionar colegas de trabalho. Ele posteriormente se declarou culpado por "interferir com a privacidade". 

Emily Mitchell, revela que durante a feira de emprego em cibersegurança, no ano de 2015, se aproximou do estande da Blizzard para se candidatar à vaga de emprego. Durante o processo, ela relata que precisou ouvir de funcionários da Blizzard comentários como "você está perdida?", "você veio com seu namorado?", além de um comentário questionando se ela gostava de ser "penetrada", uma piada de mal gosto em referência à invadir (penetrar) sistemas de computador.

Entretanto, essa história teve um desfecho diferente. Dois anos depois a Blizzard contratou uma empresa de segurança, onde Mitchell coincidentemente trabalhava como COO. Ela então resolveu contar sua experiência para Jeremi Gosney, CEO da empresa, que estipulou três regras para a Blizzard antes das duas companhias trabalharem juntas.

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Durante entrevista de emprego, funcionário da Blizzard perguntou à Emily Mitchell se ela gostava de ser penetrada

Primeiro, foi estipulado uma taxa da misoginia, onde 50% dos lucros precisariam ser doados à instituições de caridade voltadas para auxiliar mulheres na área de tecnologia. Além disso, a Blizzard precisou patrocinar uma conferência de computação para mulheres, e enviar um pedido formal de desculpas para Mitchell.

Até o momento, a única movimentação da Activision referente ao processo foi organizar reuniões para ouvir as demandas dos funcionários. Segundo informações da Bloomberg, algumas das demandas dos funcionários incluem: maior diversidade de candidatos, disponibilizar os dados referentes aos salários dos membros da equipe, e encerrar as clausulas de arbitração forçada nos contratos.

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Fonte: The Verge, VG 247, Kotaku
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  • Redator: Luiz Schmidt

    Luiz Schmidt

    Estudante de jornalismo na UFSC. Amante de games, anime, manga e cultura japonesa. Gosta de escrever histórias de horror nas horas livres e sonha em publicar um livro.

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