Créditos: CNBC

Americano minera bitcoin usando energia elétrica de uma Starbucks

Como se não bastasse a cara de pau, o feito foi registrado e postado no Tiktok
Por Raphael Giannotti 29/07/2021 16:00 | atualizado 29/07/2021 16:00 Comentários Reportar erro

É inegável que estamos vivendo o boom das criptomoedas e notícias no mínimo curiosas vão aparecer com certa frequência. Depois de lago aquecendo, gente morrendo e fazenda de mineração de PS4, o da vez é um cara que entrou em uma Starbucks e minerou criptomoedas "de boa" com energia elétrica alheia e ainda registrou tudo no TikTok.

Idan Abada mora em San Fernando Valley, Los Angeles, e simplesmente entrou em uma Starbucks não só pra curtir um café, mas também para usar a energia elétrica do lugar e minerar com seu pequeno rig compacto de US$ 875,00. O feito foi postado no Tiktok.

O minerador ainda escreve no post: "Minerar bitcoin consome energia. Então estou minerando na Starbucks de graça. Frappé de graça para a vida". "Ninguém vai saber", "eles vão saber", e "como saberiam?" são frases ditas no vídeo. O vídeo já passa dos 2.7 milhões de visualizações. Tudo isso foi, de certa forma, para divulgar sua loja BitcoinMerch.

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O mini rig de mineração consiste em um hub com 10 portas USB e uma mini fan acoplada para refrigerar os "pendrives mineradores", que são chips ASIC de mineração da fabricante Bitmain. "É uma das formas mais rápidas para montar, configurar e minerar, já que tudo o que precisa é de um computador ou notebook", explica Abada. "É alimentado pelo USB e é isso. Todo mundo pode se tornar um minerador e fazer parte do mundo das criptos".

O minerador quer ser um facilitador entre quem não entende nada, mas quer minerar, e a mineração. "Eu percebi que era realmente difícil comprar equipamento para minerar bitcoin, então criei a BitcoinMerch, que vendia somente cabos e equipamentos básicos", conta Abada. Agora a loja conta com rigs com diversas GeForce RTX 3090, por exemplo, até acessórios para rigs.

O minerador conta que essa pequena solução não faz barulho algum, diferente de um rig com várias placas de vídeo. "Com mineração industrial, você precisa de um galpão, energia, refrigeração, toda a coisa", conta Abada. Segundo ele, as vendas em sua loja chegaram a US$ 428,000 neste ano, um aumento de 355% em relação ao ano passado.

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O mini rig pode ser silencioso, mas não é nada rentável. Como o próprio minerador disse, "a desvantagem é que esse rig tem um hashrate bem baixo". Segundo ele, os "pendrives mineradores" geram 0.0002478 bitcoin por mês, equivalente a US$ 9,35 hoje. Segundo a CNBC, a energia elétrica em Los Angeles custa 22 centavos (dólar) quilowatt/hora. Se o mini rig funcionasse 24h por dia, ele pagaria US$ 15,84 em energia. Ou seja, ficaria no vermelho.

Entrar em estabelecimentos como cafés, shoppings ou aeroporto e usar a energia desses lugares não é ilegal. Não tem problema carregar seu celular ou notebook, já levar seu rig de mineração e abusar disso não é nada legal e Idan Adaba parece não se importar. Aqui entra uma famosa expressão: "não dá ideia!".

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Via: CNBC
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  • Redator: Raphael Giannotti

    Raphael Giannotti

    Entusiasta de JRPG, viveu a era de ouro do gênero nos anos 90. Fã incondicional de Zelda e Final Fantasy, hoje garimpa as bibliotecas de PC em busca de jogos épicos como esses. Enquanto não acha, zera tudo (ou quase) o que vê pela frente. Hobby atual: jogar o máximo de souls-like e metroidvania. Jornalista formado pela UFMA, gamer desde 1991.

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