Créditos: Wonderful Engineering

Lago no estado de Nova York fica mais quente por conta de mineração de bitcoin

A empresa mineradora fica nos arredores do lago em pequena cidade
Por Raphael Giannotti 08/07/2021 14:51 | atualizado 08/07/2021 15:48 Comentários Reportar erro

Um lago no norte do estado de Nova York está mais quente e a culpada é uma mineradora de bitcoin que fica próximo dali. Pelo menos é o que os moradores da região do lago Seneca dizem. Abi Buddington tem uma casa em Dresden, uma pequena cidade que fica à beira do lago, e disse que ele "está tão quente, que você sente em uma banheira quente".

Segundo reportagem da NBC, a Atlas Holdings, empresa de investimentos, é responsável pela mineração de Bitcoin, que é operada pela Greenidge Generation LLC. A mineradora funciona em uma estação de energia e, através da queima de combustível fóssil, gera a eletricidade para dar força aos 8 mil computadores minerando e está instalada na região há um ano meio.

"Queimar mais fósseis em meio à mudança climática para fazer dinheiro falso é ridículo", diz Yvone Taylor, "guardiã" do lago Seneca. Com milhares de computadores operando em carga máxima 24 horas por dia, uma enorme quantidade de energia é gerada, contribuindo ainda mais para o aumento da poluição. 

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Um estudo da Universidade de Cambridge aponta que a energia consumida por mineradores no mundo inteiro é o equivalente ao que o Chile precisa de eletricidade em um ano. Se tratando dessa quantidade de energia através de combustível fóssil, o aumento na emissão de carbono é significativa, segundo a NBC. E só estamos falando de uma única estação mineradora das muitas que existem pelo mundo.

Uma representante da investidora Atlas Holdings disse que a empresa "assume a responsabilidade em proteger o meio ambiente e dar suporte às comunidades locais de maneira séria e vai continuar a se empenhar para atender os mais altos padrões". Já o CEO da mineradora Greenidge, Jeff Kirt, disse que "o impacto ambiental da estação de energia nunca esteve tão bem como agora". A empresa já havia se comprometido a eliminar a emissão de carbono e prometeu parar com o uso de gás natural.

Voltando ao estudo da Universidade de Cambridge, algumas informações curiosas devem ser destacadas:

  • A quantidade de energia gerada por eletrônicos ligados, mas inativos, nos lares dos EUA, poderia suprir a rede de Bitcoin por 3.3 anos;
  • A energia consumida pela mineração de Bitcoin em um ano poderia ferver água nas chaleiras para o chá dos ingleses por 15 anos ou 2.3 anos para a Europa inteira;
  • A rede de Bitcoin consome, em um ano, energia suficiente para suprir a Universidade de Cambridge por 382 anos.

A empresa disse que a temperatura da água do lago está metade do que permitido em um acordo, que diz que no verão o limite é de 42°C e, no inverno, 30°C. Mesmo com os residentes locais discordando, nenhum estudo termal foi feito e não será até 2023, de acordo com a NBC. Lembrando que agora é verão nos EUA.

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Via: Decrypt Fonte: NBC, Universidade de Cambridge
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  • Redator: Raphael Giannotti

    Raphael Giannotti

    Entusiasta de JRPG, viveu a era de ouro do gênero nos anos 90. Fã incondicional de Zelda e Final Fantasy, hoje garimpa as bibliotecas de PC em busca de jogos épicos como esses. Enquanto não acha, zera tudo (ou quase) o que vê pela frente. Hobby atual: jogar o máximo de souls-like e metroidvania. Jornalista formado pela UFMA, gamer desde 1991.

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