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Conta de luz vai ficar mais cara - preço vai chegar a R$ 9,49 por 100 kWh

A tarifa da bandeira vermelha 2 terá reajuste de 52%

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acaba de anunciar reajuste na conta de luz dos brasileiros. O valor da tarifa da bandeira vermelha 2 será reajustado em 52%, atingindo o valor de R$ 9,49 pelo consumo de 100 kWh. Até o momento, o preço pago era de R$ 6,243.

Esse aumento já vem acontecendo há algum tempo. Isso está acontecendo devido a crise hídrica que o país está enfrentando, pela falta de chuvas em algumas regiões. O Brasil enfrenta a pior estiagem dos últimos 91 anos, segundo o governo federal. Como o fornecimento de energia é feito, principalmente, por hidroelétricas, elas não estão atendendo a demanda. O custo está aumentando pela necessidade de acionar as termelétricas, que são mais caras. Quanto mais o consumo for feito por termelétricas, mais cara será a conta dos brasileiros. 

A nova bandeira 2 é a mais cara já aplicada no Brasil. O valor vai começar a entrar em vigor em julho e deve permanecer até novembro. A CNN Brasil informa que André Pepitone, presidente da Aneel, comunicou que "Isso dá sinal de preço condizente com a escassez [hídrica] em que se vive. Podemos usar analogia com o que pode acontecer com qualquer produto que depende do clima. Quando acontece um problema no clima, o valor de um alimento aumenta no Ceasa [o mesmo acontece com energia]."

Além disso, os diretores da Aneel também aprovaram que pode haver uma nova consulta pública, para definir se haverá um reajuste adicional. Essa medida também se deve ao cenário excepcional da crise hídrica, enfrentado pelo Brasil. Isso significa que o déficit pode ser ainda maior na conta bandeira durante esse período de seca. Como mencionado, quanto mais termelétricas forem acionadas, maior será o custo final. 

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Segundo informações do Pepitone, o déficit está, atualmente, em R$ 1,5 bilhão. "No pior dos cenários, pode haver uma elevação para R$ 5 bilhões", informa o presidente da Aneel. Essa ainda é uma previsão que pode, ou não, ser cumprida. 

Na última segunda-feira, dia 28 de junho, o governo editou uma Medida Provisória (MP), criando a câmara de regras excepcionais para gestão hidroenergética. Isso significa que o Ministério de Minas e Energia vai conseguir maior poder e autonomia para decidir o que for preciso para controlar os impactos da falta de água no país. O intuito é fazer com que o fornecimento de energia não seja interrompido, devido a falta de recursos.

Via: CNN Brasil
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  • Redator: Ana Luiza Pedroso

    Ana Luiza Pedroso

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