Créditos: ITIGIC

Microsoft explica o motivo da exigência dos chips TPM para Windows 11

O foco dessa escolha é aumentar o nível de segurança
Por Raphael Giannotti 25/06/2021 18:43 | atualizado 25/06/2021 21:45 Comentários Reportar erro

Quando a Microsoft anunciou o Windows 11, a sigla TPM (Trusted Platform Modules) veio à tona. Explicamos aqui do que se trata, mas em resumo, nada mais é que um "chip que é integrado às placas-mãe ou adicionado separadamente no CPU", conforme explica David Weston, diretor de negócios e segurança do sistema operacional da Microsoft. É uma exigência por parte da gigante de Redmond para usar a nova versão de seu sistema operacional.

Ainda segundo Weston, o propósito da TPM 2.0 é "proteger chaves criptografadas, credenciais de usuários e outros dados sensíveis por trás do hardware, para que malwares não consigam acessar ou causar algum dano a esses dados". Ou seja, a proteção que esses pequenos chips trazem é a nível de hardware. Pode ser usado para criptografar discos usando o Windows ou prevenir ataques à senhas, por exemplo.

Desde 2011, o TPM 1.2 está presente nos computadores e notebooks com o foco empresarial. Com a exigência do Trusted Platform Modules nos computadores de usuários comum, a Microsoft pretende elevar o nível de segurança como visto em empresas. Em um levantamento recente feito pela dona do Windows, foi constatado que ataques ao firmware tem crescido. "Nosso relatório mostrou que 83% das empresas tiveram o firmware de seus computadores atacados e apenas 29% estão investindo recursos para proteger essa camada crítica", comenta David Weston.

Como o Windows é o sistema operacional mais usado do mundo em computadores, fica fácil ser a plataforma mais afetada. Estima-se que cerca de 1.3 bilhão de computadores com Windows 10 estão em uso hoje, segundo o The Verge. Ainda segundo o site, a Microsoft tem pedido para que fabricantes parceiros (OEM) vendam seus produtos com o chip TPM desde o Windows 10, e só agora está exigindo do usuário comum para a nova versão.

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Por conta da exigência do chip TPM 2.0, já existe uma grande busca por esse componente pela internet. Segundo Shen Ye, diretor da HTC, graças ao Windows 11, a busca pelos módulos fez disparar os preços em 75 dólares em 12 horas. Como mostramos aqui, o suporte ao TPM pode ser ativado através da BIOS dos sistemas mais atuais. Conforme relata Tom Warren, editor senior do The Verge, em seu Twitter, em algumas placas-mãe a funcionalidade pode se chamar "PTT" em sistemas Intel e "fTPM" nas plataformas AMD.

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Via: The Verge Fonte: Microsoft
  • Redator: Raphael Giannotti

    Raphael Giannotti

    Entusiasta de jRPG, viveu a era de ouro do gênero nos anos 90. Fã incondicional de Zelda e Final Fantasy, hoje garimpa as bibliotecas de PC em busca de jogos épicos como esses. Enquanto não acha, zera tudo (ou quase) o que vê pela frente. Hobby atual: jogar todos os souls-like depois de ter platinado os três Dark Souls. Jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão, gamer desde 1991.

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