Créditos: Samsung

Samsung está preparando SSDs PCIe 4.0 e 5.0 com 176 camadas V-NAND

No futuro a empresa pretende ultrapassar 1000 camadas

A Samsung está produzindo seus novos SSDs PCIe 4.0 e PCI 5.0 que estarão utilizando a tecnologia V-NAND (Vertical NAND) de 7ª geração, essa evolução permitirá que a empresa consiga empilhar até 176 células dentro do seu produto, quanto maior o número de celulas empilhadas, maior quantidade de dados pode ser armazenado. A nova interface flash oferece uma velocidade na taxa de transferência de dados de até 2000 MT/s. A Samsung também afirma que suas células são as menores do mercado, com uma redução de 35% no tamanho para a geração anterior.

Nova memória 3D NAND Flash de 162 camadas é criada por Western Digital e Kioxia

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A tecnologia V-NAND é utilizada desde 2013 pela Samsung, em sua primeira versão o numero alcançado era de até 24 camadas, com o passar dos anos esse número foi aumentando e a expectativa da Samsung é de que consiga ultrapassar o número de 1000 camadas no futuro. A técnica utilizada na V-NAND, que empilha as células ao invés de colocar elas lado a lado, também é utilizada por outras empresas e leva o nome de 3D NAND, mas que que no fim das contas é a mesma premissa para o desenvolvimento dos SSDs em busca de conseguir cada vez mais armazenamento em menor espaço físico.

Evolução de cada geração de V-NAND:

1ª geração: 24 camadas
2ª geração: 32 camadas
3ª geração: 48 camadas
4ª geração: 64 camadas
5ª geração: + de 90 camadas
6ª geração: 136 camadas
7ª geração: 176 camadas

Assim como a Samsung, a SK Hynix, outra fabricante de SSDs afirmou no começo do ano que pretende alcançar o número de 600 camadas para sua tecnologia 3D NAND, mas recentemente também introduziu ao mercado suas memórias com 176 camadas. Apesar das promessas, só o tempo nos dirá se as empresas conseguirão alcançar seus objetivos, seja com 600 ou 1000 camadas, pois para ampliar é necessário cada vez mais reduzir o tamanho de suas células garantindo que a velocidade, estabilidade e segurança na leitura e escrita sejam mantidas e o espaço físico dos chips podem vir a ser um limitador no futuro.

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Via: TechPowerUP
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  • Redator: Juliano Aires

    Juliano Aires

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